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Euro/Crise

FMI tem postura mais flexível que UE, diz Helena André

07 | 07 | 2011   19.59H

A deputada socialista Helena André considerou hoje que a postura do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativamente à crise da dívida soberana tem sido mais flexível do que a da União Europeia (UE).

Destak/Lusa | destak@destak.pt

"A posição do FMI tem sido mais flexível e aberta que a da própria União Europeia", disse Helena André, acrescentando que houve uma má resposta europeia à crise da dívida soberana de Portugal, da Irlanda e da Grécia.

A ex-ministra do Trabalho e da Solidariedade, que falava num encontro sobre o modelo social europeu em que o comportamento das agência de notação financeira face à dívida portuguesa acabou por ser abordado por vários participantes, lançou a questão se os ataques seriam contra o euro ou contra a postura assumida pela União Europeia nos programas de resgate.

Helena André defendeu a necessidade de serem desenvolvidos mecanismos de controlo e fiscalização das estruturas financeiras, ideia que também foi defendida pelo presidente do Conselho Económico e Social Silva Peneda.
Para José Silva Peneda a falta de regulação do sector financeiro foi responsável pelo inicio da crise financeira.

O presidente do CES e ex-ministro do emprego congratulou-se com o facto de o presidente do Banco Cental Europeu (BCE) ter decidido "marimbar-se para as agências de rating".

Armindo Silva, da Direcção Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da Comissão Europeia, considerou que a agência de notação financeira Moody's "não está só" na posição que tomou, que representa uma crítica ao tipo de apoio que a Europa está a dar aos países em dificuldades e é sinónimo de dúvida quanto à capacidade de recuperação do crescimento económico desses países.

A agência de notação financeira Moody's cortou na terça-feira o 'rating' da dívida de longo-prazo da República Portuguesa em quatro níveis de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de 'lixo' (junk).

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