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Portugal/Brasil

Governo brasileiro acompanha evolução da economia portuguesa e programa de privatizações

27 | 07 | 2011   21.25H

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, António Patriota, afirmou hoje em Brasília que o Governo brasileiro acompanha “muito de perto” a economia portuguesa e que o programa de privatizações em Portugal deverá ser bem recebido pelas empresas do seu país.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Seguimos muito de perto o que se passa na economia portuguesa, aliás, na economia europeia de um modo geral, que atravessa um momento difícil, mas com muita confiança no caso português, na capacidade de serem superadas as dificuldades num prazo que, desejamos, seja breve”, afirmou o chefe da diplomacia brasileira.

Para Patriota, o mais importante é o governo português garantir a transparência do processo e haver oportunidades e previsibilidade para os investidores. “Creio que as oportunidades serão examinadas com muito interesse”, acrescentou.

Patriota recebeu hoje em Brasília o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, que deu garantias ao seu homólogo de que o governo português honrará suas dívidas e garantirá um processo “transparente” de privatizações.

“O ministro Portas deu hoje um bom panorama de como o processo transcorrerá, quais serão as primeiras empresas que serão privatizadas, numa primeira leva, e depois há uma segunda etapa”, explicou Patriota aos jornalistas após o encontro bilateral.

Portas defendeu por seu lado um fortalecimento económico no qual ambos os países saiam a ganhar. Os ministros deram indicações de que poderá haver avanços nos investimentos da área de construção naval, na mesma linha das trocas já existentes no sector aeronáutico.

“As primeiras empresas a privatizar são empresas cotadas [em bolsa] e podem, e devem, interessar investimentos estruturantes no nosso país. Assim como queremos que os investimentos e as empresas portuguesas sejam bem cotadas no Brasil, também sabemos que devemos tratar bem os investidores brasileiros”, considerou Portas.

O ministro português citou ainda o sector de telecomunicações, petróleo, gás, obras públicas, cimentos e mercados financeiros.

Durante a reunião de trabalho foram discutidas questões relativas à organização da próxima Cimeira Luso-brasileira, a realizar-se ainda este ano, provavelmente no Brasil.

“Será uma cimeira com bastante conteúdo, pela possibilidade de expandir o relacionamento económico, empresarial e cultural e também a análise em comum das questões internacionais”, declarou Portas, que admitiu que o ano de Brasil em Portugal e de Portugal no Brasil, no próximo ano, terá de lidar com limitações orçamentais.

Em relação ao cenário incerto da economia norte-americana, Portas limitou-se a dizer que prefere estar optimista e acreditar numa solução breve.

“Mesmo que as notícias de hoje sejam preocupantes, acredito que as de amanhã serão melhores”, afirmou o ministro após anunciar uma resposta “bem ao estilo brasileiro”.

Patriota - cujo país é ainda mais susceptível a movimentos negativos da economia norte-americana - destacou que o Brasil possui indicadores estáveis para enfrentar qualquer adversidade nesse sentido.

“No caso brasileiro, [observamos] com a segurança de que temos bons indicadores e atravessaremos turbulências com indicadores muito fortes nesse momento”, declarou.

Após a visita oficial de dois dias ao Brasil, que termina hoje, o ministro Paulo Portas segue para Lima, no Peru, onde assiste na quinta-feira à cerimónia de posse do novo Presidente, Ollanta Humala.

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