Na Fila da Frente

O cool jazz de Jamie Cullum

30 | 07 | 2011   16.03H

O Cascais Cool Jazz Fest chegou esta sexta-feira ao fim com a actuação do britânico Jamie Cullum. Pela oitava edição do festival passaram ainda Madeleine Peyroux, Mayer Hawthorne, Seal e Aloe Blacc.

Destak | destak@destak.pt

Seis anos após a estreia em Portugal, precisamente no Cool Jazz Fest, Jamie Cullum regressou a Cascais. Do palco da Cidadela passou para o hipódromo Manuel Possolo, que fãs e curiosos encheram para receber o músico britânico, de 31 anos. “Photograph” foi o tema escolhido para abrir o concerto que se prolongou durante duas energéticas e calorosas horas.

Ao som de “I Get a Kick Out of You” e “Get Your Way”, Cullum trocou o blazer, a camisa e a gravata pela t-shirt e entregou-se ao público.”Tudo bem, Cascais?”, perguntou em português, para mais tarde contar como, em 2010, um Coliseu dos Recreios esgotado o surpreendeu após uma longa tournée pela Grã-Bretanha. “É que vocês mostram as vossas emoções e nós gostamos disso.”

A versão de “Please Don’t Stop the Music”, original de Rihanna, conquistou os últimos resistentes e, em uníssono, a plateia transformou-se num grande coro. Enquanto “Twentysomething” piscou o olho à geração à rasca, “What a Diference a Day Made” agradou a casais apaixonados de todas as idades. A homenagem a Amy Winehouse era quase obrigatória, mas foi tão simples e sentida que, aos menos atentos, até poderia passar despercebida: “Love is a Losing Game” convertida ao piano de Cullum.

“High and Dry”, dos Radiohead, e “Gran Torino”, tema do filme homónimo de Clint Eastwood, fecharam a noite, com muita emoção à mistura. Cullum deixou a promessa de regressar a Portugal mais vezes. Na primeira parte, a portuguesa Luisa Sobral apresentou o primeiro trabalho, “The Cherry On My Cake”, com o single “Not There Yet” a obter maior reconhecimento junto do público. A cover de “Toxic”, de Britney Spears, e a homenagem a Winehouse com “Valerie” mereceram fortes aplausos.

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O cool jazz de Jamie Cullum | © DR
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