PUBLICIDADE
Angola

Causas de centenas de desmaios em escolas permanecem desconhecidas

02 | 08 | 2011   20.42H

As amostras enviadas para laboratórios de Portugal com vista a detetar as causas de centenas de desmaios ocorridos, desde abril, em escolas de Angola, não conseguiram ainda esclarecer qual o tipo de produto tóxico.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Em conferência de imprensa, o segundo comandante da Polícia Nacional de Angola, comissário-chefe Paulo de Almeida, considerou o caso um “fenómeno estranho”, que está a preocupar a polícia devido ao seu efeito multiplicador.

Segundo Paulo de Almeida, a situação tem criado “um certo pânico e agitação social” sobretudo nas camadas estudantis, entre os 11 e 22 anos, que se manifesta como desmaios coletivos nos estabelecimentos escolares, afetando principalmente pessoas do sexo feminino.

No decorrer das investigações, de acordo com o comandante da PN, foram detidas algumas pessoas, que não ultrapassam a dezena, devido ao uso de gás lacrimogéneo, denominado aerossol anti-agressivo/70, em forma de bisnaga, em duas escolas de Luanda.

Contudo, depois das detenções os desmaios continuaram, segundo Paulo de Almeida, por “alegadas inalações de substâncias tóxicas”, tendo chegado ao conhecimento da polícia 91 casos, cujos sintomas são o mal-estar, fraqueza, deficiências respiratórias, vómitos e desmaios.

O “fenómeno” foi-se alastrando a escolas de Cabinda, Cunene, Namibe, Malange, Huíla, Huambo e Lunda Sul, tendo o caso sido desvendado nesta última, onde a causa do problema que afetou mais de 60 crianças foi o uso de uma planta natural, causadora de irritações.

Para identificar a alegada substância tóxica, foram enviadas amostras para o laboratório da Polícia Científica de Portugal, e laboratórios de alguns hospitais portugueses, bem como o laboratório criminais de Angola.

“Foram feitas algumas análises laboratoriais em várias pessoas e os resultados dessas análises até aqui são negativos. Laboratórios competentes solicitados no exterior do país não identificam nenhuma causa de intoxicação. Isto de certa forma preocupa-nos, porquanto estamos perante um fenómeno que precisamos descortinar”, disse o segundo comandante da PN.

Paulo de Almeida acrescentou ainda que a polícia continua a desenvolver consultas diárias a especialistas e consultores em psicologia, psiquiatria, medicina, química e da Polícia Judiciária portuguesa para “avaliação e análise do fenómeno”, em colaboração com especialistas do Ministério do Interior.

Paulo de Almeida referiu ainda que até agora não houve o registo de nenhuma morte e que a polícia tudo continua a fazer para esclarecer o assunto, que espera esclarecer dentro de pouco tempo.

De acordo com Paulo de Almeida, foram reforçadas as medidas de segurança nas escolas, estando a polícia alerta para a situação.

No dia em que a polícia convocou a referida conferência de imprensa voltaram a ser registados novos casos em várias escolas de Luanda, nos municípios do Kilamba Kiaxi e Cazenga.

Entretanto, especialistas da área da saúde presentes na conferência associam o caso a problemas de indução, causados pela situação que decorre em quase todo o país.

Saiba mais sobre:

8 comentários

  • Segundo consta . . . !
    Os produtos "tóxicos" . . . !
    Do BPN . . . !
    Estão a surtir efeito . . . !
    Nas "malguinhas" . . . !
    Do "muceque" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 03.08.2011 | 16.44Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • É melhor não mandares o comentador para locais de onde tu possas ter saído recentemente, ó LÂMPADAS NOVAS + HAARP NÃO ME FAÇAS RIR!
    MUITO RISO POUCO SISO | 03.08.2011 | 13.20Hver comentário denunciado
  • Há qualquer coisa que não bate certo... porquê, que estes casos só acontecem nas escolas estatais e não na dos privados?... Ou será porque para o ano de 2012, haverá eleições e, talvez alguém que está interessado nessas eleições, esteja por trás para desacreditar o governo do MPLA , dando-o como incapaz de de controlar a histeria que se está ja a absorver a população estudantil e seus familiares?..
    Bem fico por aqui, pois como Português, acho que não nos devemos intrometer nas politicas e segurança de Angola, pois também temos o nosso pais a arder.
    Carlos Pinto | 03.08.2011 | 10.02Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • E que tal consultarem uns feiticeiros/curandeiros locais? Eles é que sabem bem o que se passará.
    Luis Filipe | 03.08.2011 | 08.35Hver comentário denunciado
  • LÂMPADAS NOVAS + HAARP es um atrasado mental.... andas a Falr com Muitos americanos na teoria da conspiração...
    olha que tal tu ires ao Hospital + Psikiatria = talvez tenha cura neh?
    Vai-te foder maluco esquizofrenico
    LÂMPADAS NOVAS + HAARP não me faças rir | 03.08.2011 | 02.45Hver comentário denunciado
  • Também se devia verificar se as ocorrências são maioritáriamente em escolas novas ou também acontece em escolas antigas? Pode ter a ver com o tipo de isolamento para o calor que se esta aplicar.
    CCosta | 02.08.2011 | 23.27Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Utilizem também detectores de radiação electromagnética das salas, para ver se poderá ser devido ao HAARP. Uma última sugestão: lâmpadas de iluminação de baixo consumo emitem um quantidade enorme de ultrasons, que poderá afectar as crianças se expostas ao fim de algum tempo.
    LÂMPADAS NOVAS + HAARP? | 02.08.2011 | 21.12Hver comentário denunciado
  • Investiguem ""chemtrails". Boro, aluminio, elementos radioactivos, etc. Verifiquem se antes houve spray feitos nos céus ou se pode alguém andar a experimentar a coisa de outra forma.
    EXPERIÊNCIA? | 02.08.2011 | 21.08Hver comentário denunciado
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE