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Reino Unido/Motins

Polícia devia ter usado mais firmeza, dizem analistas

10 | 08 | 2011   17.25H

A polícia britânica devia ter usado mais firmeza para controlar os motins em Londres, mas faltou experiência e houve receio de críticas, admitiram hoje vários analistas britânicos à agência Lusa.

[Bruno Manteigas, Agência Lusa]

“Nos primeiros dois dias a polícia parecia surpreendida sobre o que fazer porque nunca tinha enfrentado este tipo de desordem e crime urbanos”, admitiu Rodney Barker, à agência Lusa.

O professor emérito de política da London School of Economics concorda com a ideia de que as forças de segurança foram brandas a reagir e a conter os responsáveis pelo vandalismo, pilhagens e confrontos nas ruas.

É esta a avaliação feita por muitos britânicos (43 por cento), segundo uma sondagem publicada hoje pelo jornal The Sun - embora 52 por cento tenha manifestado uma opinião favorável.

Rory Geoghean, especialista em crime e justiça do instituto Policy & Change, afirma que houve “falta de robustez” e arrisca uma explicação.

“Parece que as recentes críticas à polícia durante as manifestações do G20 em 2009 e os processos legais subsequentes contra agentes tiveram peso na forma como a polícia lidou com os motins”, referiu à Lusa.

Um elemento do corpo de intervenção foi acusado em junho de homicídio involuntário pela morte de Ian Tomlinson, um vendedor de jornais que empurrou quando este tentou atravessar um cordão policial.

Geoghean entende que “as cenas testemunhadas nas ruas de Londres foram inaceitáveis e uma resposta mais dura devia ter sido usada mais cedo para dar um sinal claro e para travar a violência e a pilhagem”.

Esta foi a queixa de políticos, comerciantes e cidadãos londrinos nos últimos dias, mas a polícia justificou que a tática para lidar com este tipo de acontecimentos evoluiu.

“Há 25-30 anos teria havido uma resposta diferente, teríamos usado logo bastonadas e canhões de água. Agora somos mais comedidos”, justificou Steven Kavanagh, comissário adjunto da polícia Metropolitana de Londres, ao diário The Guardian.

Hoje, o primeiro-ministro saudou os resultados do envio de mais agentes nas ruas de Londres e o uso autorizado de bastões.

Na quarta noite consecutiva de motins no Reino Unido, a capital britânica esteve mais calma mas foram registados distúrbios noutras cidades, como Birmingham e Manchester.

Após uma segunda reunião com o comité Cobra, convocado para lidar com emergências civis, David Cameron garantiu estar disposto a usar medidas mais duras, incluindo canhões de água.

Porém, mostrou-se satisfeito por existirem “provas de que uma abordagem mais robusta ao policiamento resultou numa noite mais calma em toda a capital”.

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5 comentários

  • FILHOS DA PUTA.
    Jasmim de Jesus | 11.08.2011 | 12.18Hdenunciar comentário
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  • Com as notícias como as que deixamos abaixo não se admirem que, mais mês, menos mês, as coisas não comecem a arder por cá. É indecente, imoral, ilegal e que demonstram que andam a GOSAR com o POVO Português e com os funcionários públicos: Ora leiam. Senhas de Presença do Dr. Jorge Sampaio - Fundação Cidade de Guimarães Reencaminhem, p.f., ao maior nº de contactos possível! É imperioso e urgente que o nº máximo possível de
    Portugueses tomem conhecimento destas vergonhas!!! Verdadeiro crime social!!! (entre muitos outros). Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação
    Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012: - Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração: 14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel
    + 500 € por reunião - Carla Morais - Administradora Executiva 12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel
    + 300 € por reunião - João B. Serra - Administrador Executivo 12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião - Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo 2.000 € mensais + 300 € por reunião Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre
    os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo
    Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à
    excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €. Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro
    injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai
    manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal
    deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!! Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o
    PR e o PM ! Esta obscenidade acontece numa região, como a do
    Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!! Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?
    Helena Basaloco da Cruz Santos | 11.08.2011 | 12.16Hdenunciar comentário
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  • EM PORTUGAL QUANDO A GUERRA COMEÇAR VAO DIZER QUE SOMOS VANDALOS ........ ESTES TERRORISTAS TÊM DE SER MORTOS!
    ESTES TERRORISTAS TÊM DE SER MORTOS! | 10.08.2011 | 23.50Hver comentário denunciado
  • TAMBÉM EM PORTUGAL OS DIREITOS DOS CRIMINOSOS, TAIS COMO LADRÕES DOS DINHEIROS PÚBLICOS, DE BANCOS DE TODOS OS CORRUPTOS, TODOS OS QUE TODOS OS QUE TÊM FEITO ADMINISTRAÇÕES DANOSAS, MAS METE - LOS NA PRISÃO, AMANHÃ ACORDAVA - MOS COM AS PRISÕES CHEIAS, MAS NÃO EM PORTUGAL A FIRMEZA E A LEI SÓ EXISTE PARA OS MAIS FRACOS. APAREÇA A TÃO FALADA CORAGEM, E HAJA FIRMEZA PARA OS LADRÕES E CORRUPTOS. EM PORTUGAL DEFENDO QUE DEVE HAVER QUANTO ANTES, UMA FORTE DESOBEDIÊNCIA PÚBLICA MAS SEMPRE SEM VANDALISMOS NEM SAQUES, ALIÁS NÃO HÁ NADA PARA SACAR POIS OUTROS SE ANTECIPARAM.
    joaquim antónio rodrigues | 10.08.2011 | 19.43Hdenunciar comentário
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  • Os direitos dos criminosos deviam ser já extintos, assim acabarão os "impedimentos".
    Brutus | 10.08.2011 | 19.31Hdenunciar comentário
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