PCP

Festa do Avante! converteu-se no “maior festival de música portuguesa”

23 | 08 | 2011   13.56H

A Festa do Avante!, que marca a ‘rentrée’ do PCP, transformou-se no “maior festival de música portuguesa” com a proliferação dos festivais de verão, de que foi pioneira, defendeu hoje o histórico organizador do evento, Ruben de Carvalho.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

O PCP divulgou hoje o programa definitivo da festa do Avante, que decorre a 2,3 e 4 de Setembro, na quinta da Atalaia, no Seixal, com um cartaz diversificado que inclui uma gala de Ópera e concertos de Sérgio Godinho, Trovante, Xutos e Pontapés, Clã, Camané, Expensive Soul, X-Wife, Dead Combo ou Amor Electro.

“A festa do Avante! para alem de ser o maior acontecimento político-cultural de massas que se realiza em Portugal, do ponto de vista cultural, é inquestionavelmente o maior festival de música portuguesa”, afirmou Ruben de Carvalho, membro do comité central do PCP, e da comissão organizadora do evento, numa conferência de imprensa na quinta da Atalaia.

O histórico organizador da festa comunista reconhece que, depois de o PCP ter sido o pioneiro promotor, “há mais festivais que se realizam ao longo do verão com programas elaborados e assistências numerosas”, mas a comparação dos programas resulta na constatação que “aquele onde a música portuguesa tem uma maior presença é inquestionavelmente a festa do Avante!”.

“De ano para ano, a solicitação para vir à festa do Avante por parte de músicos portugueses cresce”, sublinhou, ilustrando que “a comissão de espetáculos este ano recebeu mais de 400 propostas de grupos”.

Entre as bandas, Ruben de Carvalho assinala uma “presença importante de grupos do Norte”, que serão 15 ou 16 das cerca de 35 bandas que atuam no palco 25 de Abril e no auditório 1º de Maio.

Por outro lado, o palco principal recebe pelo segundo ano um banda no palco dos novos valores, onde tocam as bandas reveladas em concursos promovidos pela JCP, os Happy Mothers, referiu Ruben de Carvalho.

A gala de Ópera, que decorre na primeira noite do evento, vai incluir peças de Viana da Mota, Giuseppe Verdi, Léo Delibes, Georges Bizet, Mozart, Rossini, Puccini, Dvorák, Beethoven, Méhut, entre outros.

No contexto da ajuda externa a Portugal, o fio condutor da gala é a Ópera como expressão dos patriotismos, num concerto pela Orquestra Sinfónica do Ginásio Ópera, que será dirigido pelo maestro Kodo Yamagishi, com o Coro do Tejo e o Coro de Câmara de Lisboa.

Ana Paula Russo (soprano), Inês Thomas Almeida (meio-soprano), Mircea Nedelescu (tenor), Luís Rodrigues (barítono), Nuno Dias (baixo) e João Pedro Cabral (tenor), são os solistas.

Além da música, a festa do Avante! torna a incluir outras artes de palco, como o Teatro e a Dança, com a presença no Avanteatro de produções das companhias de teatro de Almada, a Barraca, Teatro Ferro ou da Companhia de Dança de Almada.

No âmbito das artes plásticas, realiza-se a XVII Bienal, com obras de cerca de 100 artistas, e uma exposição da obra de Cipriano Dourado.

Pelo CineAvante passarão as longa-metragens de Sérgio Trefaut “Viagem a Portugal” e “Cidade dos Mortos”, além de “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, e “Quem vai à guerra”, de Marta Pessoa.

Questionado pelos jornalistas, Alexandre Araújo, do secretariado do PCP, escusou-se a divulgar o número de entradas permanentes (EP) que os comunistas contam vender, referindo não existir a “prática” da divulgação desses dados, assim como do número de pessoas que comparecem no evento.

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