Lisboa

Metade dos projectos que venceram Orçamento Participativo já estão concluídos ou em obra

01 | 09 | 2011   15.39H

Pelo menos metade dos projectos que venceram as três edições do Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa já estão concluídos, em fase de conclusão ou em obra, disse hoje à agência Lusa a vereadora da Modernização Administrativa, Graça Fonseca.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A votação de um total de 227 propostas apresentadas por cidadãos no âmbito do Orçamento Participativo 2011/2012 da Câmara de Lisboa inicia-se hoje online em www.lisboaparticipa.pt e dura todo o mês de setembro para escolher os projetos que vão ser concretizados na cidade.

Depois de terem passado os últimos quatro meses a analisar 808 propostas de residentes e não residentes em Lisboa, os serviços municipais reduziram para 227 o número de projetos sujeitos a votos, rejeitando 381 propostas "por motivos técnicos" e agregando ideias "semelhantes", disse Graça Fonseca (PS).

Numa visita à escola EB1 Manuel Teixeira Gomes, em Marvila, que foi recuperada depois de ter sido uma das propostas mais votadas na edição de 2009/2010 do Orçamento Participativo, a vereadora disse à Lusa que "a primeira edição do programa [que teve sete projetos vencedores] já está concluída".

"As ciclovias, projeto do Parque Urbano do Rio Seco, o corredor verde do Parque Eduardo VII/Monsanto e o parque infantil do Bairro da quinta dos Barros estão feitos", enumerou.

Quanto à segunda edição "oito dos 12 projetos já estão concluídos, em fase de conclusão ou em obra. A empreitada no Largo do Coreto de Carnide já foi instalada, o projeto Pop Up já se realizou, o Net Áudio já tem data marcada no Cinema São Jorge, o reforço da limpeza dos grafittis também já avançou e a iluminação do Parque das Nações já foi substituída", avançou Graça Fonseca.

No que diz respeito à terceira edição, que totalizou nove projetos vencedores, a vereadora socialista indicou que a proposta para o campo de râguebi municipal, o mais votado, "já está a ser feito para se avançar com as obras".

"O que fazemos todos os anos é seriar as propostas mais votadas pelos cinco milhões que são afetos para cada edição. Mas os projetos só são inseridos no plano de atividades da câmara do ano seguinte. No caso da edição que começa a ser votada hoje, os vencedores só entram no plano em 2012. A partir daí demos um prazo de dois anos para conclusão das obras. A maioria tem cumprido os dois anos", explicou Graça Fonseca.

No entanto, "há obras que são sempre mais complicadas", como a terceira fase do canil/gatil, exemplificou, que "por ser uma obra física e envolver concursos, reclamações acaba por ter um limite temporal que a autarquia não consegue controlar".

No caso da escola EB1 Manuel Gomes Teixeira, "estava prevista a melhoria dos pavimentos interiores e do recreio, a pintura das salas e a construção de um telheiro para as crianças poderem brincar na rua quando chove", disse Elisabete Martins, moradora na Marvila, que lançou a proposta quando o filho mais novo se preparava para entrar naquela escola.

"Fico muito contente por ver que posso fazer algo como cidadã para melhorar as condições desta escola e espero poder fazer mais. As condições estão muito melhores", considerou.

Por construir está ainda o telheiro de proteção que só estará concluído no próximo ano letivo, já que as obras só podem avançar após a conclusão de um refeitório e cozinha "feitas de raiz", uma obra avançada pela autarquia no âmbito do Escola Nova.

"Só falta mesmo a instalação eléctrica e de água. Mas num mês as crianças desta escola já vão ter refeições disponibilizadas localmente", disse à Lusa o vereador da Educação, Manuel Brito (PS).

Além disso, a autarquia instalou também plataformas elevatórias que não estavam no projecto.

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Foto: Maria João Serra
Metade dos projectos que venceram Orçamento Participativo já estão concluídos ou em obra | © Maria João Serra
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