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Algarve

Microalga produtora de toxinas detectada, acidentalmente, por aluna que a estudava

25 | 09 | 2011   16.14H

A microalga produtora de toxinas que levou à proibição de banhos em 11 praias algarvias foi detectada acidentalmente por uma estudante da matéria, de férias no Algarve, que sofreu lesões na pele e vias respiratórias, avança a agência Lusa.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A estudante não precisou de hospitalização, porque as lesões causadas pela microalga são de carácter ligeiro, disse a investigadora Ana Amorim, do Centro Oceanográfico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O incidente aconteceu na quarta-feira, quando a estudante de doutoramento numa Universidade do País Basco (Espanha) começou a sentir problemas respiratórios e prurido nas mãos, após um banho na praia de Salema, em Vila do Bispo.

No entanto, a estudante considerou tratar-se de uma “espantosa coincidência”, já que a sua tese de doutoramento é precisamente sobre a detecção da microalga ostreopsis na Península Ibérica e, em Portugal, nunca tinha sido encontrada em tão grandes concentrações como ocorreu precisamente com ela.

As praias em que a autoridade marítima hasteou bandeira vermelha ao princípio da tarde de sexta-feira, por determinação das autoridades de saúde, são D. Ana, Camilo, Porto de Mós, Luz (concelho de Lagos), Burgau, Cabanas Velhas, Boca do Rio, Salema, Furnas, Zavial e Ingrina (concelho de Vila do Bispo).

Até há pouca décadas também aquela microalga era exclusiva desses climas, mas desde finais da década de 90 do século passado tem sido identificada em todo o Mediterrâneo – sobretudo em Itália – e o banho em várias praias tem sido interditado devido à sua presença.

1 comentário

  • Noticia muito mal explicada: Nao foi detectada acidentalmente nem uma espantosa coincidência. A Universidade do País Basco (UPV/EHU) pagou-me para ir aquela praia recolher amostras de água (algo que faziamos todos os anos), que na altura também fazia parte do meu projecto de Doutoramento. Mas já sabiamos de anos anteriores que a alga Ostreopsis existia na area mas so demonstra efeitos nas pessoas quando está em grande quantidade. Vi a proliferaçao das algas que estudo (isso sim foi coincidencia) e meti-me na água para recolher amostras mas só se fica com uma pequena irritaçao na pele quando se têm feridas (eu tinha um pequeno corte). De resto tive uma pequena alergia respiratória (nada de grave e algo que já estava a espera por ser um dos efeitos principais das tóxinas da alga). No dia seguinte observei a alga ao microscopio para confirmar e alertei a Dr. Ana Amorim que alertou o IPIMAR para darem seguimento ao caso.
    Helena | 14.01.2015 | 14.26Hdenunciar comentário
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