Lisboa

Alunos unidos contra parquímetros na Cidade Universitária

10 | 10 | 2011   11.56H

Até agora era possível estacionar o carro na zona da Cidade Universitária, em Lisboa, sem pagar. Era, porque a partir de 17 de Outubro vai deixar de ser.

Maria João Serra | destak@destak.pt

A EMEL vai gerir 485 lugares de estacionamento naquela zona da cidade. O estacionamento de viaturas na Alameda da Universidade, as ruas entre a Torre do Tombo e a Faculdade de Letras ou entre as faculdades de Direito e Psicologia e o ISCTE vai passar a ser cobrado.

A partir de Novembro a EMEL vai também gerir um parque de estacionamento, na mesma zona, com 600 lugares, que lhe foi entregue pela Universidade de Lisboa.

Alunos unem-se no Facebook

Contra a medida estão os alunos daquelas faculdades, que criaram no Facebook uma página «Contra os Parquímetros na Cidade Universitária», à qual já se juntaram cerca de 1000 pessoas. A tarifa máxima a pagar será de 4,80 euros por dia, sendo que o período máximo de estacionamento permitido é de quatro horas.

Os estudantes propõem «a criação de uma tarifa única de 1 euro/dia» ou a «criação de um selo estudante» que lhes garanta lugares de estacionamento.

Também uma petição, a partir de hoje disponível nas Associações de Estudantes de cada faculdade, vem «solicitar a retirada imediata dos parquímetros», já que, como dizem,
«não têm qualquer possibilidade de suportar tal encargo nem de cumprir o limite máximo de quatro horas, que implicaria não só uma interrupção das aulas mas igualmente um aumento dos encargos financeiros».

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Foto: DR
Alunos unidos contra parquímetros na Cidade Universitária | © DR

13 comentários

  • Eu -e muitos milhares- trabalhamos em locais complicados e, onde o estacionamento se paga a peso de ouro (a maioria dos locais estão designados de zona vermelha e, os parques ainda ficam mais caros). Sou uma defensora de que se "trabalhamos", também merecemos ter um pouco de "luxo , conforto" ou o que lhe queiram chamar. Ou podemos pagar carros e motoristas aos políticos, mas não podemos ter um carro e usa-lo?! O que me leva a comentar a notícia é o facto de achar que os estudantes não são mais que as restantes pessoas. Eu trabalho em comunicação social e nunca tenho hora de saída, sendo que, nunca antes das 24.30. Por isso, se nós temos de pagar ou procurar alternativas à volta do local (chego a perder 30 minutos), também os estudantes o devem fazer. Em alternativa, podem "exigir" à universidade que crie lugares não pagos. Eu trabalho num local onde existem aproximadamente 15 lugares de estacionamento, 24 horas, para quem trabalha no Tribunal Administrativo. Ou seja, eu não tenho onde estacionar sem pagar ou, sem que corra o risco de multas, mas os senhores do T.A. têm ali os lugares sempre à disposição, assim como o pessoal da Santa Casa da Misericórdia, que tem parque privado... Essa gente é que devia pagar para estacionar pois ganham muitíssimo mais que eu e a maioria. ISSO, é que não é justo. Quanto ao resto, os estudantes não são mais que os trabalhadores.
    S | 23.10.2011 | 04.04Hver comentário denunciado
  • Eu também não acho bem, mas o argumento deles é um bocado contrastante: «não têm qualquer possibilidade de suportar tal encargo...» Ok, e têm possibilidades para ter o carro? Se é para lutar que o façam com argumentos válidos, como o segundo (a interrupção das aulas), que aí sim já é pertinente.. --------- > deves ser um ganda homen cheio de inteligencia pelos vistos ou entao tens 17 anos querias ter carro mas nao podes ....... as pessoas que nao vivem em lisboa precisam de carro para irem trabalhar percebes.....e nao é preciso ser rico para se ter um carro.....ve-se bem o tipico tuga a mandar mais 1 bitaite sem experiencia ou conhecimento do que fala o normal......revolta me ver tantas pessoas a falar sem saber ..... ja trabalhas te alguma vez ? nao ! epa cresce e vela se sais de casa do papa e abre os olhos pa vida inves de vires paqui dizer estas cenas cambada de meninos ricos que nao sabem do que falam aposto que o papa tambem paga a faculdade ? é ?........so pa acabar "e têm possibilidades para ter o carro? " e tu tens possibilidades para tar na fac sem trabalhar ? papa paga nao é ? mata te
    ....... | 20.10.2011 | 13.36Hver comentário denunciado
  • "Andem de transportes meninos mal habituados!..." Sabs nem todos podemos morar em lisboa como deve ser o teu caso nem todos podemos esperar 1 hora pelo transporte para demorar mais 2 horas a chegar pa dizeres isso mais valia tares calado e sabs eu estudo a noite e trabalho de dia pois decerto nao tenho os papa´s a pagarem tudo ao menino fino que manda muitos bitaites mas trabalhar 0 saber o que é a vida 0 pensam que sabem tudo otarios ...
    .... | 20.10.2011 | 13.25Hver comentário denunciado
  • Já agora, usem este dinheiro para contratar os assistentes que faltam na FDL, cambada de chulos.
    Anti-Invejosos | 12.10.2011 | 16.06Hver comentário denunciado
  • E os "meninos" que têm aulas à noite porque trabalham durante o dia e sem carro chegam a casa para lá da meia noite, cambada de cornudos comentadeiros? Devem ser escumalha do Cidadania Lx, os chorões que vivem em casas herdadas nas Avenidas Novas ou no centro de Lisboa. Eu pago o meu estacionamento e sempre que possível deixo o carro em casa, mas nestas situações não há outra solução. A não ser, claro, que estes bastardos que chamam meninos a quem estuda me queiram pagar uma casa em Lisboa. Vão-se encher de moscas, cambada de imbecis e de cobardes com o intestino ligado à boca.
    Anti-Invejosos | 12.10.2011 | 15.58Hver comentário denunciado
  • Andem de transportes meninos mal habituados!...
    Carlos | 11.10.2011 | 18.47Hver comentário denunciado
  • Vão de transportes públicos e parem de ser meninos mimados
    Manuel Sousa Coutinho | 11.10.2011 | 08.36Hver comentário denunciado
  • Infelizmente, para alguns estudantes, vir de carro torna-se das poucas alternativas, ou por não viverem em Lisboa e terem transportes condicionados ou pelos próprios cursos exigirem que se traga desde portáteis a materiais volumosos, onde os transportes públicos também não são os mais recomendados. É sem dúvida, um grande esforço monetário para a grande maioria dos alunos, na qual me incluo. E são apresentadas duas soluções. Só há que tentar encontrar um meio termo e ter sensibilidade com quem estuda.
    catarina ramos | 10.10.2011 | 22.35Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Também se aplica esta "brincadeira" de mau gosto às motas? É q depois de ter sido "multado" pelos Ermelos quando estacionado em cima da terra batida, palhaçada pois esse espaço fugia à jurisdição desses abutres, comprei uma mota, por ser mais económico e rápido do q transportes e carro.. O assalto aos cidadãos continua... Volta "velha senhora" q estás perdoada....
    Ed | 10.10.2011 | 22.34Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Usem Metro/Carris que também chegam lá. Nada bate o preço do Sub-23 :D
    Utilizador Metro/Carris | 10.10.2011 | 18.47Hver comentário denunciado
  • E . . . ! As "malguinhas" . . . ! Rejubilam em "êxtase" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 10.10.2011 | 13.47Hver comentário denunciado
  • Há cães disfarçados de humanos a serem atirados aos cidadãos, só pode. E são especialistas em farejar fontes de dinheiro. Não será a Universidade de Lisboa pública, de todos os cidadãos, portanto? Então como é que a Universidade de Lisboa entrega assim a coisa à EMEL, que já não é bem dos cidadãos? As associações de estudantes deviam era tornar públicos os nomes das pessoas que decidiram por mais esse atentado contra a sociedade portuguesa. E não pegar sequer pela questão económica, mas mais pelos princípios que estão a ser completamente estilhaçados pela ganância do dinheiro e as influências que se mantêm a lavrar no país. Portugal mantém-se infestado.
    NÃO ESTUDEM EM PORTUGAL. EMIGREM!!! | 10.10.2011 | 12.45Hver comentário denunciado
  • Eu também não acho bem, mas o argumento deles é um bocado contrastante: «não têm qualquer possibilidade de suportar tal encargo...» Ok, e têm possibilidades para ter o carro? Se é para lutar que o façam com argumentos válidos, como o segundo (a interrupção das aulas), que aí sim já é pertinente..
    Al-Beto | 10.10.2011 | 12.05Hver comentário denunciado
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