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energia

Mexia diz que 60% dos resultados da EDP vêm de fora de Portugal

27 | 10 | 2011   20.19H

O presidente da EDP anunciou hoje, na apresentação de resultados, que 60 por cento dos resultados da empresa “são gerados fora de Portugal” e que para tal contribuiu o crescimento dos negócios das renováveis e do Brasil.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

António Mexia realçou que foi a “expansão fora de Portugal que suportou o crescimento do EBITDA [resultados antes de juros, impostos, provisões e amortizações] em 17 por cento desde o terceiro trimestre de 2008”, até porque em Portugal a EDP foi “afectada pela quebra do consumo de energia distribuída em 1,9 por cento”.

Para o presidente executivo da EDP, o facto de os 60 por cento dos resultados virem do estrangeiro “tem a ver com o crescimento em novas geografias, mas também com os novos investimentos em Portugal apenas começarem a gerar resultados no final deste ano”, como é o caso do reforço das barragens de Picote, previsto para novembro, e Bemposta, a começar a funcionar em Dezembro.

O administrador financeiro Nuno Lopes adiantou que a dívida líquida da EDP baixou 1,7 por cento do segundo trimestre para o terceiro, situando-se agora nos 16,6 mil milhões de euros. Os juros financeiros líquidos, comparando os primeiros nove meses do ano de 2011 com 2010, aumentaram 21 por cento, passando dos 401 milhões de euros para os 487 milhões.

Nuno Lopes disse que a dívida da empresa “deverá ser similar ou inferior ao ano passado” quando fecharem as contas de 2012 e admitiu uma subida do custo da dívida.

“É natural que o custo da dívida suba”, porque a EDP está “num ciclo de subidas de taxas”, mas previu que isso “não vai afectar as contas de exploração da companhia”.

António Mexia frisou que, entre Janeiro e Setembro deste ano, “houve um aumento da eficiência e um controlo de custos que torna a EDP na empresa mais eficiente do sector na Península Ibérica”, acrescentando que a empresa tem, actualmente, “elevada liquidez disponível, cerca de quatro mil milhões de euros, o que assegura as necessidades de financiamento até ao primeiro semestre de 2013”.

A EDP reduziu o investimento em 31 por cento, passando dos 1,95 mil milhões nos primeiros nove meses de 2010 para 1,35 mil milhões em 2011, muito por causa “do abrandamento da expansão nos Estados Unidos”.

Questionado se conseguiria chegar aos 2,2 mil milhões de euros de investimento, como estava previsto no início do ano, António Mexia disse “sim”, já que “o investimento no quarto trimestre é muito maior”, acrescentando que a EDP continuará “o investimento nas hídricas e nos parques eólicos principalmente no Brasil”.

A EDP apresentou hoje os resultados do terceiro trimestre do ano, com o resultado líquido atribuível a acionistas a atingir os 824 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um aumento de seis por cento face a igual período de 2010.

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7 comentários

  • Se Mexia lixa o mexilhão é porque o Governo deixa. Ainda há na EDP muitos tachos para ex-governantes.
    André Sousa | 28.10.2011 | 23.31Hdenunciar comentário
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  • Mexia e continua a mexer nos preços da energia que gastamos, porque os governantes são coniventes com a gestão deste mexilhão que, à custa do investimento nas energias renováveis que todos nós pagamos, e apenas uns beneficiam dela. Como pode dizer que 40% dos resultados são obtidos com as nossas facturas, que agora já tentam não emitir, sob o pretexto da defesa do ambiente, omitindo o custo associado que têm, e obrigariam o cliente a ter na visualização da referida na internet. Esquecem que nada dão ao cliente quando este lhes fornece a contagem e lhes paga por transferência bancária, contribuindo para a redução de postos de trabalho e, consequentemente, para os resultados que apresentam. É assim que justificam os ordenados milionários que auferem, que todos questionamos, mas inconscientemente consentimos. É assim quando abastecemos o automóvel, quando reciclamos o lixo, etc. Caro concidadão, está na hora de despertar para esta realidade, e contrariar com a sua participação activa no inverter destas práticas que a todos nos lesa no quotidiano.
    Joaquim Nogueira | 28.10.2011 | 20.55Hdenunciar comentário
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  • O agiota A. Mexia, já conspurcou tanto os bens nacionais e os Portugueses que até já tem criou um certo pudor, e explica que afinal os brutais ganhos pessoais e da EDP/MEXIA afinal foram sacados no exterior. Nem os ciganos da feira do relógio tinham tanta lábia como este super Socras. Um maravilhoso exemplo dum canalha charmoso......Ainda espero que a mafiosa e criminosa barragem do Tua não avance.
    paulo raul | 28.10.2011 | 09.13Hdenunciar comentário
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  • Rapaziada, filhos, o símbolo da EDP já não é esse. Atinai, vá!
    WebDot | 28.10.2011 | 08.27Hdenunciar comentário
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  • Eles com lucros de milhões com as nossas empresas e os portugueses a morrerem de frio e de fome porque nao têm dinheiro para pagar a electricidade e o gás. Estes ladrões têm de ser todos presos
    Estes ladrões têm de ser todos presos | 27.10.2011 | 23.49Hdenunciar comentário
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  • Os resultados vêm de fora de Portugal mas o dinheiro é dos portugueses, por isso, esses lucros deveriam ser do Estado português. Tal como os da GALP, da PT, da LUSOPONTE, etc... LADRÕES!!!
    LADRÕES!!! | 27.10.2011 | 22.26Hdenunciar comentário
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  • À coisas que por muito que tentem adormecer o pessoal não o conseguem na totalidade. Como é pode ser, empresas que enquanto nacionalizadas dão prejuízo, e depois de privatizadas dão um chuveiro de lucros. Expliquem como tal situação acontece, mas com respeito pelos portugueses, chega basta, não passem mais atestados de parvos ao povo, seus grandes expertalhões.
    joaquim antónio rodrigues | 27.10.2011 | 21.36Hdenunciar comentário
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