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Telescópios a postos para captar passagem do YU55

08 | 11 | 2011   10.46H

Há 35 anos que um asteróide não se aproximava tanto da Terra.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Há muito que a ficção usa os asteróides como maus da fita, acusando-os de porem em risco toda e qualquer forma de vida no planeta. E se é um facto que ainda não é desta, com a passagem do 2005 YU55, que a realidade parece imitar o que o cinema já deu como certo, é também verdade que há 35 anos que uma pedra de tão grandes dimensões não se aproximava tanto do nosso planeta. O que torna o acontecimento de especial interesse para os cientistas de todo o mundo, que prometem estar atentos.

Hoje, o 2005 YU55, com 400 metros de diâmetro, vai passa a apenas 325 mil quilómetros de nós, entre a Lua e a Terra, por volta das 23h28. Sem risco para o planeta, garantiu à Lusa o director do Observatório Astronómico de Lisboa, até porque, disse ainda Rui Jorge Agostinho, já não é a primeira vez que esta pedra passa tão perto. «Nós é que nunca os vimos. Nunca os vimos porque só a partir dos anos 1980 é que foram lançados programas de observação para detectar a presença destes corpos pequenos».

E embora o especialista deixe a garantia que, mesmo com os 400 metros, a rocha não teria a capacidade de causar os estragos do asteróide que embateu contra a Terra há 65 milhões de euros, causando a extinção dos dinossauros, ainda assim há quem tema que a vida actual possa vir a ter o mesmo fim que a dos gigantes de outros tempos. E é com o objectivo de o detectar e prevenir que nasceu a Fundação B612, que aproveita para deixar o alerta: é preciso estar cada vez mais preparado para o impacto.

«Temos a capacidade, física e técnica, para proteger a Terra do impacto dos asteróides», disse Rusty Schweickart, director da instituição. «Temos agora a capacidade para, subtilmente, dar uma nova forma ao sistema solar para melhorar a sobrevivência humana», acrescentou ainda.

Telescópios da NASA a postos

A última vez que uma pedra destas dimensões passou tão perto da Terra foi em 1976, embora os astrónomos da altura não tivessem dado por isso. E, segundo os especialistas da agência espacial norte-americana, a próxima passagem deve ocorrer em 2028.

Tal como acontece com o Yu55, a NASA promete estar atenta, recorrendo ao uso dos telescópios que se encontram em Terra e ainda aos que existem no espaço que, juntos, integram o programa de observação que, em jeito de filme, foi baptizado com o nome de Spaceguard, o mesmo é dizer, guarda espacial.

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Planos à filme sem verba para avançar

Segundo os cientistas da NASA, não é provável que nos próximos cem anos o YU55, maior que um porta-aviões, se aproxime mais da Terra. E, desta vez, não se esperam efeitos mensuráveis nem por cá, nem na Lua. Mas porque a possibilidade existe, são vários os métodos propostos para destruir as pedras que ponham em risco o planeta, que podem passar pela explosão com recurso a armas nucleares. Faltam é verbas para financiar este tipo de planos.

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Foto: NASA
Telescópios a postos para captar passagem do YU55 | © NASA

3 comentários

  • Portanto os dinaussauros forma extintos por causa de 65 milhões de euros. Muito bem! E isto são erros involuntários. Imagino os outros ...
    anónimo | 08.11.2011 | 15.40Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • "asteróide que embateu contra a Terra há 65 milhões de euros, " ahaha o euromilhões é so a noite....lol
    miguel | 08.11.2011 | 14.59Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Eu gosto destas tanjas ... Sempre que vou para o trânsito passo a vida a passar tanjas aos outros condutores.
    Tan-gente | 08.11.2011 | 11.22Hver comentário denunciado
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