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Açores

Governo Regional considera que 635 ME "não espelham" o endividamento

14 | 11 | 2011   20.47H

O secretário regional da Saúde dos Açores, afirmou hoje que os 635 milhões de euros que resultam do "somatório dos passivos" do setor "não espelham o endividamento" da saúde no arquipélago, que ascende a 597 milhões de euros.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“O endividamento do setor da saúde em 2010 não é de 635 milhões de euros. Isso é o valor que resulta do somatório dos passivos", afirmou Miguel Correia, acrescentando que é necessário "descontar rubricas que correspondem mais a um passivo numa ótica económica e não financeira, como diferimentos, provisões ou ainda dívidas que existem entre as unidades de saúde".

Segundo o secretário regional, "descontando estes valores, o endividamento em 2010 do setor da saúde é de 597 milhões de euros, o que corresponde a um passivo financeiro de 399 milhões de euros e a um passivo comercial de 198 milhões".

Os dados divulgados pelo Governo Regional na resposta a um requerimento apresentado pelo PSD na Assembleia Legislativa dos Açores indicam que a SAUDAÇOR, sociedade de capitais públicos regionais que gere os equipamentos e recursos do setor, apresentava no final de 2010 um passivo de 282,7 milhões de euros, enquanto os hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, transformados em entidades públicas empresariais, deviam, em conjunto, mais de 352,5 milhões de euros no final do ano passado.

Os valores em causa referem-se a financiamentos a curto, médio e longo prazo, a dívidas a fornecedores, ao Estado e a outros entes públicos e ainda à rubrica de "outros credores".

Num comentário a estes valores, Miguel Correia frisou que se trata do valor do "somatório do passivo", acrescentando que "não quer dizer que seja a dívida".

Por outro lado, o secretário regional da Saúde salientou que o crescimento de 11,5 por cento do passivo do setor em 2010 "é inferior ao que se verificou" no ano anterior, quando atingiu 16 por cento, assegurando que "está a desacelerar o crescimento da dívida".

"O aumento da dívida existe, porque continuam a existir prejuízos nos hospitais públicos", afirmou, acrescentando a necessidade de diminuir os custos dos hospitais, o que já terá sido possivel em 2010.

Miguel Correia referiu ainda que o reforço orçamental de 22 milhões de euros previsto na proposta de Plano e Orçamento da Região para 2012 tem como objetivo "conseguir o equilíbrio das contas do setor e que não haja crescimento da dívida".

O secretário regional da Saúde frisou, por outro lado, que "a dívida a fornecedores tem vindo a decrescer de ano para ano", especificando que era de 19,5 milhões de euros em 2008, caindo para 11,4 milhões de euros em 2009 e para 10,9 milhões de euros em 2010.

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