Exposição

Imagens intimista e nebulosas numa narrativa muito densa

18 | 11 | 2011   12.50H

Poderiam ser imagens do que antecede ou se segue ao telefonema que uma mulher faz ao amante que a abandona. Poderiam ainda ser imagens de uma das várias interrupções dessa pungente despedida, perturbada por linhas cruzadas e interferências. De facto, não são, mas poderiam ser.

Nuno Miguel Pereira | npereira@destak.pt

Insomnia, um conjunto de fotografias a preto-e-branco, sem títulos, lembra a atmosfera e a personagem ferida, a mulher abandonada pelo amante, de A Voz Humana. As imagens intimistas e nebulosas de Carlos Medeiros recuam à época da estreia polémica do monólogo de Cocteau, aproximando-nos dos anos 1930 e 1940.

Insomnia, uma criação de Carlos Medeiros, com instalação de João Mendes Ribeiro e Catarina Fortuna, é inaugurada esta noite, no Salão Nobre do Teatro Nacional São João, no Porto, e vai estar em exposição até ao próximo dia 18 de Dezembro.

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Foto: DR
Imagens intimista e nebulosas numa narrativa muito densa | © DR
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