Novo hospital pode resultar em poupança de 72 milhões de euros
O coordenador do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar afirmou hoje que a construção do novo hospital oriental de Lisboa pode traduzir-se numa poupança para o Estado de 72 milhões de euros em 30 anos.
Mendes Ribeiro falava no final da apresentação do relatório deste grupo técnico, o qual foi hoje entregue ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.
Este grupo preconiza a construção da nova unidade, da qual deverão fazer parte os cinco hospitais que compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central (Estefânia, Santa Marta, São José, Capuchos e Desterro) mais o Curry Cabral e a Maternidade Alfredo da Costa.
A nova construção, cuja decisão está suspensa há cerca de um ano, deverá reduzir o número de camas de 700 para 500 e, tendo em conta as despesas atuais com rendas e manutenção, poderá resultar numa poupança de 72 milhões de euros para o Estado, em 30 anos.
Na passada terça-feira, o ministro da Saúde disse no Parlamento que a construção deste novo hospital é uma prioridade para o Executivo, mas a falta de “folga” orçamental está a inviabilizar, para já, a sua concretização.
Hoje, no final da apresentação do relatório, Paulo Macedo reiterou que este novo hospital é uma prioridade, não esclarecendo se vai acatar a proposta do grupo técnico.
Sobre as propostas, o ministro disse apenas que vai estudar, reconhecendo que são “importantes” e que algumas merecem um maior aprofundamento e outras, mais polémicas, alguma ponderação.
Segundo Paulo Macedo, o relatório vai agora ser objeto de discussão pública e deverá ter uma resposta do governo no início do próximo ano, quando o ministro tiver na sua posse outros estudos atualmente em elaboração.
Mendes Ribeiro, por sua vez, destacou aos jornalistas a aposta da qualidade que deve nortear a reforma hospitalar.
A esse propósito, defendeu um investimento de medidas que reduzam a atual taxa de infeções hospitalares que atingem um em cada dez doentes internados.






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