Mercado dos Anjos

Câmara quer criar espaço de "co-working"

27 | 11 | 2011   15.12H

A Câmara de Lisboa quer criar no Mercado do Forno do Tijolo, nos Anjos, um espaço de 'co-working', uma área aberta onde vão ser disponibilizados postos de trabalho individuais para projetos de diferentes áreas a baixos custos.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Na quarta-feira, o executivo municipal discute uma proposta para "criar numa parte do Mercado do Forno do Tijolo, nos Anjos, num 'open-space' com 1200 metros quadrados, um espaço de trabalho partilhado - de 'co-working' - que se destina a disponibilizar postos de trabalhado a baixos custos para independentes", explicou à agência Lusa a vereadora da Modernização Administrativa, Graça Fonseca.

No 'open-space' do mercado vão ser criados postos de trabalho individuais, "com computador e o material necessário para trabalhar", de modo a que pequenos projetos de diferentes áreas - quer sejam independentes ou em pequenas empresas - funcionem todos no mesmo espaço.

Além da vantagem do baixo custo associado ao aluguer destes espaços individuais comparativamente a grandes escritórios, Graça Fonseca salienta o "ambiente próprio" do co-working.

"Um arquiteto e um programador trabalham no mesmo espaço e descobrem que têm ideias complementares. Podem conjugar sinergias e fazer um trabalho cooperativo, de modo a elaborar um produto mais vantajoso", exemplificou a vereadora.

A autarca considera que "no quadro de crise em que vivemos é fundamental juntar sinergias e pensar em soluções mais criativas" e a câmara quer que aquela zona "seja dedicada a promover a inovação, o auto emprego e o empreendedorismo".

Estas são as linhas gerais definidas pela câmara para a atribuição do direito de exploração do espaço de co-working, a funcionar na nave central do Mercado do Forno do Tijolo, através de concurso público internacional.

Graça Fonseca explicou à Lusa que na nave central do mercado trabalham ainda alguns comerciantes, mas que a concessão do espaço prevê "algumas obras de reaproveitamento de espaço".

Ainda assim, a vereadora assegurou que "o mercado vai manter-se a funcionar", de modo a "combinar o tradicional com o moderno".

Em Lisboa, segundo a autarca, "há muitos espaços como este que necessitam de maior dinamização" e "esta 'mistura' pode ser muito interessante, até para os comerciantes", considerou.

Além das obras, o concessionário terá de criar no mínimo 120 postos de trabalho individuais e pagar uma renda mínima mensal de quatro mil euros.

No entanto, a autarquia vai valorizar as propostas do concurso público que "mais bem complementem e sirvam os utilizadores do espaço de co-working", tais como a criação de um 'fab-lab' (um espaço de prototipagem rápida, onde se podem criar rapidamente maquetas ou impressões em três dimensões), de uma cafetaria ou de um pequeno auditório.

Graça Fonseca adiantou ainda à Lusa que foram fixados os "prazos mínimos" para a apresentação de propostas no concurso público e para a realização de obras, para que o espaço comece a funcionar "no final do primeiro semestre do próximo ano".

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1 comentário

  • Os portugueses continuam a ser uns miúdos nas mãos de quem se habituou a brincar com eles. E não há volta a dar-lhe... as soluções de siglas e expressão inglesa proliferam ainda, como se fossem soluções. Os brincalhões continuam com as suas experiências de "criatividade", depois de com duas décadas de "criatividade" terem arruinado o pais.
    OS GRANDES CRIATIVOS | 27.11.2011 | 17.38Hdenunciar comentário
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