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Camarate

Marcha lenta contesta reformulação de rede de transportes

27 | 11 | 2011   15.32H

Cerca de duas centenas de pessoas participaram hoje numa marcha lenta em Camarate, Loures, para contestar a supressão de autocarros na zona, prevista na reformulação da rede de transportes para a Área Metropolitana de Lisboa.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A marcha, convocada pela Junta de Freguesia de Camarate, iniciou-se no bairro dos Fetais, em Camarate, e prosseguiu até ao Bairro das Galinheiras, já no concelho de Lisboa, regressando depois ao ponto de partida.

Durante os quase quatro quilómetros de percurso, os manifestantes entoaram, em uníssono: "não nos tirem a Carris que está aqui porque o povo quis", aludindo às carreiras 207 e 717, que servem atualmente a freguesia de Camarate.

Em 1975 um grupo de moradores roubou um autocarro da Carris e prendeu-o nos Fetais para exigir que aquele bairro fosse servido por aquele transporte, o que viria a acontecer.

Quatro décadas depois, na iminência de o voltar a perder, Palmira Virgilia, de 85 anos, que fez parte desse grupo, está disposta a "lutar outra vez" pelo autocarro: "Há 36 anos dormimos aqui durante quase um mês para guardar o autocarro. Se for preciso voltamos a fazê-lo", afirmou à agência Lusa.

Luís Santos, outro morador, referiu que de manhã há sempre uma fila "muito grande" na paragem para ir para Lisboa, e realçou a importância das duas carreiras para a população de Camarate.

"Quem apanha o autocarro são sobretudo pessoas com idade e mães com crianças. A nossa alternativa é apanhar nas Galinheiras, mas além de ficar longe o caminho até lá não tem passeios e à noite torna-se muito perigoso", advertiu.

Por seu turno, o presidente da Junta de Freguesia de Camarate, Arlindo Cardoso, reiterou que "as alternativas existentes (Rodoviária de Lisboa) são insuficientes, com horários desfasados das necessidades" dos moradores.

O autarca referiu ainda que a Junta de Freguesia solicitou uma audiência com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, para manifestar a sua oposição à supressão dos dois autocarros da Carris.

2 comentários

  • Acho muito bem que retirem pois 95% dos utilizadores não valida o bilhete e como tal mesmo que seja usado não é contabilizado. Logo é como se fosse um autocarro fantasma. A minha opinião era que a carris colocasse um fiscal em cada autocarro e um policia e deste modo quem não validasse o titulo de transporte ou pagava multa ou era posto fora na hora. Assim todos ganhavam. Tanto por serem 2 postos de trabalho criados para cara viatura bem como entrada de dinheiro sem menosprezar a qualidade dos transporte. É que de à uns largos tempos para cá essas carreiras que deveria ser transportes públicos colectivos mais parecem que transportam mercadoria ou animais de tão conspurcadas que andam a circular. Afinal com o preço dos passes pela hora da morte bem se merece um autocarro digno com tais preços praticados.
    destake | 27.11.2011 | 19.53Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Se as duas carreira vão deixar o percurso até camarate, os moradores só tem duas soluções para o problema da carreira não ser rentável: propõe tirarem um dos autocarros e fazem o estudo para ver se é ou não rentável, caso não seja, a carris pode cobrar mais caro as viagens a camarate... É simples, querem sempre tudo dado e arregassado...
    MARIA | 27.11.2011 | 16.54Hver comentário denunciado
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