PUBLICIDADE
Vítor Bento

Europa está à beira do precipício e corre o risco de desintegração

30 | 11 | 2011   09.22H

O conselheiro de Estado Vítor Bento alertou na terça-feira que a Europa está “à beira de um precipício” e que se a questão “for mal gerida” corre o risco de “depressão económica e eventualmente de desintegração”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

O presidente da administração da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), Vítor Bento, discursava no jantar debate da APGEI, no Porto, tendo defendido que “vai ser muito complicado resolver esta situação sem criar condições de crescimento” para os países da periferia.

“Estamos à beira de um precipício onde, se as coisas forem mal geridas, a Europa pode entrar numa situação de crise bancária generalizada, de depressão económica e eventualmente de desintegração”, alertou.

Segundo o conselheiro de Estado, “esta situação é muito parecida com a dos anos 30”, acrescentando que “o Euro está a ser uma amarra muito forte para a qual não é fácil de arranjar uma solução”.

Neste momento, acrescentou, “praticamente todos os países estão em situação de potencial insustentabilidade, portanto todas as dívidas estão praticamente em situação de insustentabilidade e esta é a razão que explica porque é que a crise da dívida se tornou a crise urgente, não sendo a origem do problema”, justificou.

Advertindo que “se não se resolverem as condições de crescimento não se resolvem as condições da dívida”, Vítor Bento afirmou que “a partir do momento em que se criou esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinado patamar é difícil voltar para trás”.

Para o economista, “tem que haver uma alteração de estrutura, para que a fé seja readquirida, e essa vai ter que passar ou por uma reforma de mutualização das dívidas ou por recorrer ao velho instrumento de emissão monetária no fundo para descomprimir a tensão que existe no mercado”, considerou.

Para o responsável da SIBS, ainda que as autoridades decidam mutualizar as dívidas, isso “não resolve o problema do resto da economia”, já que é preciso criar “condições de crescimento”.

Vítor Bento relatou as questões históricas que trouxeram a Europa a esta profunda crise, tendo recordado que “o polícia em que toda a gente confiava e que era habitualmente austero” - os mercados – “embriagou-se e adormeceu”, pelo que considerou que não fez o seu papel.

“Tudo assentava em que os mercados deviam ter sinalizado [os problemas] e à medida que os países se desviam da rota certa, os ‘spreads’ [diferença em relação a um referente] da sua dívida deviam ter subido”, explicou.

Saiba mais sobre:

9 comentários

  • Portugal está cheio destes CORVOS! Os PAPAGAIOS, lá vão falando, mas os CORVOS, para além de também irem falando, são uns artistas a ROUBAR e este...
    é um ladrão | 01.12.2011 | 22.35Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Se o discurso deste sr é como está descrito na noticia, então temos mais um papagaio. Qualquer pessoa com dois dedos de testa diz o que este sr afirmou, o problema é traçar um plano com medidas concretas e claras para resolver o problema da economia europeia. Discursos deste tipo e outros que oiço na TV só têm um destino...LIXO.
    fsimoes | 01.12.2011 | 14.10Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Acho mesmo fixe que os brazucas Botem para correr os Tugas que pra lá imigram, realmente o mal de nos portugueses e que sempre achamos que a boa vida iria durar pra sempre. Estou farto de ouvir dizer que países da america latina estão a quilómetros de distancias melhor que portugal, e claro também vou imigrar para o Brasil...só espero não ser vitima de intolerância lá no Brasil como muitos brasileiros foi aqui em portugal.!
    joao pedro sousa | 01.12.2011 | 08.01Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Quantas vezes fomos hipócritas e mandamos ao Brasileiros "voltarem para sua terra", hoje eles realmente estão voltando, não porque os mandamos, mas sim porque portugal está no buraco, e nunca foi tão grande a quantidade de portugueses a migrarem para o brasil...e agora...se eles nos mandarem "voltar para sua terra.?" teremos que engolir seco.
    nuno Guimarães | 01.12.2011 | 07.57Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Com os políticos, que temos, que esperamos. Com os economistas que temos, que esperamos. Com a justiça que temos, que esperamos. Com as leis de finanças que temos, que esperamos. Apenas o afundanço. Comecem a por o guito a salvo.
    joao | 30.11.2011 | 20.35Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Ó "vitinho" . . . ! Não me digas . . . ! Que também . . . ! Estás a ver . . . ! A "malguinha" . . . ! Ao "fundo do túnel" . . . ? !
    alexandre barreira | 30.11.2011 | 11.34Hver comentário denunciado
  • ....crescer, crescer, crescer...Mas os iluminados economistas, lobistas, políticos e decisores, não entendem que um ciclo de retroação positiva (tipo feed-back) vai originar uma situação de altos e baixo e depois para a queda vertical? Quando é que se entende e explica às pessoas que nem todos podem crescer e sobretudo a taxas que cada vez, obrigatoriamente, são mais elevadas? Para se crescer a 5% alguém tem de se endividar em 5% (mais, pois acresce juros de endividamento...)? Anda-se a vender sonhos que um dia vai melhorar ( e vamos), mas só se for com batotas: produzir dinheiro ou perdoar a dívida! Temos de arranjar já alternativas ao modelo económico actual!...Que não é sustentável, como supostamente tentam vender! Os EUA já têm mais de 15 triliões de dívida e continuam....até um dia rebentar a bolha das dívidas soberanas!...Solução: mercados, produtos e serviços locais. Quando não há e que se vai encontrar quem tenha lá fora! Mercados, bancos, fileiras locais! Esta é forma de existir sustentabilidade. Outro aspecto importante é a quantidade do valor acrescentado ao preço de custo do produto: tem de existir limite mas o limite não pode ser o dito mercado livre, pois é lento a reagir e a maior parte das vezes usa fragilidadades para continuar o seu trabalho! Ou seja, não pode existir especulação de oligopólios e monopólios. Isso aumenta a quantidade de dívida sistémica: exemplo uma garrafa de água custa 8 centimos a produzir. Logo, o seu custo final nunca poderá ser €1000 e pedir que quem quer comprar faça um crédito. É este mercado livre que não pode existir (como acontece nos veículo, casas, equipamentos, etc....)....
    Dunas | 30.11.2011 | 10.56Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Humilhação, a violência fiscal e psicológica imposta aos escravos (empresas e trabalhadores privados) pelo estado, tem um preço, a história assim o avaliza. Basta ir a uma qualquer repartição é só ver o filme; até gozam com as pessoas...
    Paula mendes | 30.11.2011 | 10.51Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Eu até acho que jé está riscada...?
    SS | 30.11.2011 | 10.29Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE