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Imobiliário

Portugal pode não ter condições para liberalizar rendas

02 | 12 | 2011   09.10H

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, disse hoje ter dúvidas acerca da viabilidade económica e social da liberalização das rendas.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Sou a favor da liberalização das rendas, é uma questão de justiça, não sei é se o país tem condições económicas e sociais para haver uma liberalização das rendas, mas o Estado é que o saberá”, explicou o responsável daquela associação.

De acordo com Luís Lima, o mercado encontra-se num momento “muito, muito difícil” e só através do arrendamento poderá encontrar uma solução para os problemas atuais, devido ao facto de não existir crédito disponível para aquisições de novas propriedades.

“Para o mercado funcionar, é preciso que sejam resolvidas duas questões, que é o despejo e a carga fiscal sobre as rendas. Isso é que traz mais casas para o mercado, para mim, é mais importante do que a própria liberalização das rendas”, afirmou à Lusa o presidente da APEMIP, que se diz “muito preocupado” com a ausência da nova Lei do Arrendamento, prevista para o final deste ano.

Se a nova lei for aprovada até ao final de dezembro, como prevê o memorando de entendimento entre o Governo e a ‘troika’ (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), Luís Lima acredita que possa haver uma recuperação do mercado em 2012.

Segundo o programa do Governo, este “propõe-se tomar um conjunto de medidas com vista à revisão do regime vinculístico, em condições de sustentabilidade social e à criação de condições de confiança para quem queira colocar imóveis no mercado de arrendamento”.

Nestas inclui-se, a “implementação de um mecanismo extrajudicial de despejo do arrendatário em caso de incumprimento do contrato de arrendamento”, um mecanismo de atualização da renda, a “ponderação da revisão da prorrogação legal forçada dos contratos num horizonte de 15 anos” e a “limitação dos casos de transmissão por morte do contrato de arrendamento para habitação”.

Por último, o programa do Governo refere que se pretende reforçar a “liberdade contratual entre as partes na celebração dos contratos de arrendamento”.

A ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território disse, há algumas semanas, que estão a ser "estudados todos os cenários e todas as propostas apresentadas" para a revisão da Lei do Arrendamento, remetendo conclusões para o final do ano.

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Portugal pode não ter condições para liberalizar rendas | © DR

7 comentários

  • Ao sr. Anónimo: O governo não tem nada que manter casas fechadas ou abertas. Quem decide sobre isso são os proprietários que as pagaram. . Muitos proprietários não alugam , porque há inquilinos que estragam as casas e os prejuízos são maiores que os ganhos. Também há os que pagam os dois primeiros meses e depois estão no imóvel obrigando o senhorio a gastar dinheiro em tribunal até que uma decisão demorada decida finalmente da sua expulsão. Há aqueles que ficam a dever deixam a chave na porta e nunca mais aparecem. Também há aqueles que cumprem e pelos quais o proprietário tem o maior respeito. Quem aluga tem que ter o imóvel nas devidas condições e ao ser entregue pelo inquilo no final da sua utilização deverá estar no seu prerfeito estado. A finalidade do proprietário tendo em conta que fez um investimento é legítimo qu tenha a referida recompensa do bem arrendado. A lei suiça é que devia ser aplicada em Portugal em que os contratos têm que ser rigosamente cumpridos , coisa que que em Portugal nem de longe nem de perto isso acontece, não pode haver calotes senão a justiça é rápida e severa e no final quando o inquilino sai se não deixar a casa como a encontrou há uma entidade que vai vistoriar e caso as coisas não estejam conformes implica que a justiça se pronuncie. Dada a miséria em que nos encontramos o governo tem desprotegido os proprietários .
    Pedro | 03.01.2012 | 04.10Hdenunciar comentário
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  • TIAGO - isso possivelmente é referente a um contrato já com alguns aninhos não? Os contratos hoje em dia tendem a proteger ambas as partes e uma das clausulas diz que ao fim de 3 meses em falta (com a renda), o senhorio pode colocar directamente o inquilino na rua (esta clausula já está am vigor desde 2009). Informe-se melhor, muita coisa mudou. Em relação à noticia em si, como diz zo ditado paga o justo pelo pecador, muitos forma gulosos e só porque podiam pediam valores absurdos, por casas que valiam metade ... foi o tempo das vacas gordas! Agora ... "auguentem-se", só lamento por quem sempre foi justo!
    Birraz | 02.12.2011 | 18.13Hdenunciar comentário
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  • Eu não arrendo porque simplesmente a justiça não funciona bem, na proteje o proprietário... Se o inclino deixar de pagar pode levar até dois anos para o despejo, fora as despesa de tribunal que tenho de pagar... Como já aconteceu...
    TIAGO | 02.12.2011 | 16.52Hdenunciar comentário
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  • Eu não compreendo porque é que o Governo mantém muitas casa fechadas?, porque não alugam ?
    anónimo | 02.12.2011 | 16.41Hdenunciar comentário
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  • Quando se pedem 1000 euros de renda mensal por um andar de duas pequenas assoalhadas, a corda terá de pertir algures. Houve muitos constructores que se aproveitarem...agora todos sofrem!
    Postal de Londres | 02.12.2011 | 16.19Hdenunciar comentário
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  • Podem crer . . . ! Enquanto for . . . ! UMA QUESTÃO . . . ! DE "MALGUINHAS" . . . ! Não há nada . . . ! A fazer . . . ! ! !
    alexandre barreira | 02.12.2011 | 13.58Hver comentário denunciado
  • Portugal está na MERDA... E quanto mais a meche...mais a merda FEDE... EFEITO DAS MAIS AMPLAS LIIBERDADES...conquistadas no 25 de Abril...! MASOQUISMOS...?!!!
    Simples,né? | 02.12.2011 | 13.32Hver comentário denunciado
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