Julgamento adiado mais uma semana devido a doença de juíza
O Tribunal de Aveiro voltou a adiar a 12.ª sessão do julgamento do processo 'Face Oculta', que estava marcada para terça-feira, devido novamente à doença de uma juiz do coletivo que está a julgar o caso, informou hoje fonte judicial.
"A juíza Liliana Carvalho prolongou a sua baixa médica, devendo o julgamento ser reatado na manhã do dia 21 de dezembro", disse à Lusa o juiz-presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão.
O julgamento que se encontra suspenso desde 25 de novembro, devido à doença da referida juíza, será assim retomado antes de terminar o prazo de 30 dias entre sessões, evitando a anulação da prova produzida até agora e a repetição das audiências realizadas.
O magistrado adiantou ainda que a juíza, que tomou hoje parte "com sacrifício pessoal" nas alegações finais de um julgamento no juízo criminal de Estarreja, acedeu a comparecer no tribunal de Aveiro na próxima semana para "não pôr em causa a prova feita até agora".
No dia 21 de dezembro o tribunal continuará a ouvir Rui Carvalho, o inspetor da Polícia Judiciária que foi responsável pela investigação do caso e que começou a ser interrogado pelo procurador do Ministério Público Marques Vidal no dia 25 de novembro.
Quanto ao depoimento do arguido Paulo Penedos, que foi interrompido no dia 18 de novembro, já só será retomado no próximo ano, após as férias judiciais.
Desde o passado dia 08 de novembro, quando começou o julgamento, o tribunal já ouviu quatro arguidos, designadamente o antigo ministro e ex-vice presidente do BCP, Armando Vara, o ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais) José Penedos, o ex-quadro da Galp António Paulo Costa e o administrador da IDD - Indústria de Desmilitarização e Defesa José António Contradanças.
Dos seis arguidos que manifestaram intenção de prestar declarações nesta fase do processo, falta ainda ouvir o gestor Lopes Barreira, que está a aguardar autorização do hospital de Aveiro para fazer, nesta unidade, o tratamento de hemodiálise a que é sujeito três vezes por semana.
O caso 'Face Oculta' está relacionado com uma alegada rede de corrupção que tinha como objetivo o favorecimento de um grupo empresarial de Ovar ligado ao ramo das sucatas nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.
No banco dos réus estão sentados 36 arguidos (34 pessoas e duas empresas) que respondem por centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.




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