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Estudo

Portugal apenas poupa metade do que devia poupar

13 | 12 | 2011   19.13H

A taxa de poupança em Portugal ronda os 10 por cento mas deveria ser o dobro, já que 20 por cento é a taxa que “parece garantir alguma solidez” à economia de um país, foi hoje divulgado.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Os números fazem parte do estudo “A poupança em Portugal”, encomendado pela Associação Portuguesa de Seguradores ao Núcleo de Investigação em Políticas Económicas da Universidade do Minho e hoje apresentado publicamente.

Segundo Fernando Alexandre, coordenador do estudo, a taxa de poupança das famílias portuguesas desceu de quase 24 por cento do rendimento disponível em 1985 para 10 por cento no final dos anos 1990, mantendo-se praticamente estável desde então.

“Em Portugal, quase ninguém poupa, só poupa uma pequena parte da população, enquanto na Alemanha, por exemplo, toda a gente poupa”, sublinhou.

A redução da taxa de poupança ficou a dever-se às famílias, que contribuíram com 80 por cento, e às empresas, com 20 por cento.

“Os privados explicam, na íntegra, a queda da taxa de poupança”, afirmou Fernando Alexandre, lembrando que o Estado “sempre contribuiu negativamente para a poupança”.

De acordo com o estudo, “a forte e contínua redução da taxa de poupança da economia portuguesa nas últimas décadas foi, até à crise financeira internacional, um facto largamente ignorado por especialistas e decisores de política”.

“Esta diminuição acentuada da taxa de poupança teve como reflexo o aumento exponencial do défice e da dívida externas, o que deveria ter feito soar os sinais de alarme”, criticam os autores do estudo.

“No entanto, apesar de estarem ainda bem presentes as duas intervenções do Fundo Monetário Internacional nas décadas de 1970 e 1980, em resultado de crises de pagamentos, instalou-se na sociedade portuguesa, depois da adesão ao euro, o sentimento de que desta vez seria diferente”, acrescentam.

Lembram que, em geral, os países com crises da dívida soberana partilharam tendências decrescentes da taxa de poupança.

Defendem ainda que a saída da crise da dívida soberana “terá de passar pela recuperação da importância da poupança no discurso e na prática dos portugueses”.

Segundo o estudo, o desenvolvimento do Estado social e a facilidade no acesso ao crédito foram os fatores que contribuíram para a descida da poupança em Portugal.

Uma situação que agora será “necessariamente” invertida, face à crise do país em particular e do mundo em geral.

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Foto: 123RF
Portugal apenas poupa metade do que devia poupar | © 123RF

9 comentários

  • como a gente pode poupar? as classes baixas precisam que pensar duas vezes antes que gastar uma moeda e devem que economizar para facilitar ás classes ricas e corruptas de continuar roubar os cofres cada dia.
    l-a | 15.12.2011 | 19.58Hdenunciar comentário
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  • Pelo que acabo de ler, este senhor Fernando Alexandre, deve ter um grande ordenado ou então deve estar fora do pais com um grande ordenado, salvo os deputados, governantes, empresários e gestores de administração, não há ordenado actual que permita poupar, a não ser se passar fome e viver numa barraca, por isso meu caro senhor deixe-se de perder tempo com isto, porque as estatísticas são só para tapar os olhos e não dão pão a quem precisa.
    Manuel Freitas | 15.12.2011 | 00.16Hdenunciar comentário
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  • Poupar???? o quê? como? em quê? a maior parte dos trabalhadores, já têm emprego em risco, os reformados já recebem misérias, e os desempregados, coitados vão poupar o quê, se não têm dinheiro! Estou com os demais anunciantes deste artigo.... trabalhar 20,30 ou 40 anos recebe-se uma ninharia.Os que têm empregos oficiais em 10 ou 12 anos recebem balúrdios, descontaram é certo mas há um tecto para isso. Continuam a comer à grande, sem grande pesar pelas barrigas mais vazias.... porque não lhes cortam para metade as reformas aaaaaahhhhhh!
    Jose Sobral ribeiro | 14.12.2011 | 22.38Hdenunciar comentário
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  • Com os salários praticados em Portugal, tomara os portuguesas conseguirem pagar as suas contas e comer, quanto mais poupar. Que raio de comparação, sem fundamento e injusta!
    Raquel | 14.12.2011 | 12.00Hdenunciar comentário
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  • Comparar a Alemanha com Portugal é confundir o "dia" com a "noite" ou vice-versa...Podemos começar pelos salários...
    AJS | 14.12.2011 | 07.23Hdenunciar comentário
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  • Velhos tempos . . . ! Quando a "Dona Branca" . . . ! Punha as "malguinhas" . . . ! A "poupar" . . . ! No "prego" . . . ! ! !
    alexandre barreira | 14.12.2011 | 07.11Hver comentário denunciado
  • Em todos os países do mundo os salários são em função da produtividade desse país. Num país de gajos que gostam é de coçar os tomates e viver à custa de alguém, os salários são baixos naturalmente. E nunca poderão irão ser altos. Ainda por cima quando essa multidão de gente é educada para o gamanço e para idolatrar quem gama. Aguentem-se. Eduquem-se. Apanhem os sacanas e metam-nos na cadeia. E depois é serem sérios e produtivos. E os salários sobem. Os salários não são direitos. São resultados naturais de quem cumpre deveres.
    DIREITOS? | 13.12.2011 | 22.38Hver comentário denunciado
  • Mas que grande noticia de chacha, os portugueses não poupam porque os salários e reformas são de miséria, em grande parte da população, que os grandes mandam o dinheiro para os paraísos ficais, e também gostava de saber como eu com uma reforma de 20 anos de trabalho recebo 189 euros mês e os politicos com 8 e 12 anos de descanso recebem alguns 10000 e mais, façam noticias mas digam os verdadeiros motivos.
    intransigente | 13.12.2011 | 21.10Hdenunciar comentário
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  • Não pudemos fazer comparações com outros países, porque os salários são mais altos.
    anónimo | 13.12.2011 | 19.34Hdenunciar comentário
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