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Estripador

Ex-perito da PJ no caso desmonta a tese do alegado estripador

13 | 12 | 2011   20.11H

O Perito que coordenou a inspecção do terceiro local de crime do estripador de Lisboa acusa de “aldrabice” as declarações do alegado estripador, José Guedes.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Alexandre Simas, perito de criminalística, era chefe do sector de inspecção ao local de crime da PJ quando ocorreu o terceiro assassinato. Em entrevista ao jornal i este antigo perito da PJ diz ainda se lembrar de tudo quanto encontrou e que nada tem a ver com as declarações de José Guedes. “Não merece qualquer credibilidade, pelo menos atendendo ao que descreveu nos jornais. É aldrabice”, diz

A primeira inconsistência aparece quando José Guedes diz ter morto a vítima no interior de um barracão, quando na realidade a terceira vítima foi encontrada no exterior de uma loja: “Quando chegámos pela manhã, a zona estava completamente contaminada. A área não tinha sido isolada e até uma carrinha de distribuição estava no local a carregar produtos”, recorda.

Outro ponto bastante relevante é a referência a uma mancha de sangue. Disse o alegado “estripador” ao Sol que depois de assassinar Maria João se apoiou numa parede para se levantar, deixando uma marca de sangue da vítima na parede. Havia, realmente, um “borrão” de sangue na parede, confirma Simas, “mas não no sítio onde ele diz”. Com essa mancha determinou-se na altura que o assassino mediria entre 1,73 e 1,75 m – José Guedes mede apenas 1,60.

Nas conversas que publicou o Sol. Diz que retalhou todo o corpo da terceira vítima. “Isso não aconteceu. O cadáver apresentava apenas um corte, grande e extremamente bem feito, com grande precisão, desde a zona da púbis até à parte de baixo do externo”, diz Alexandre Simas. José Guedes diz também que retirou “alguns órgãos” à vítima, mas a autópsia revelou que apenas foi levado o rim esquerdo e parte do intestino.

Outra das coisas que disse e que não convenceram foi o ter dito que lhes pedia sexo oral e que depois as pontapeava na cara. Tal é difícil ter acontecido pois segundo a fragilidade das vítimas, e apesar de a terceira apresentar hematomas no rosto, a sua “cara teria ficado em muito pior estado” se tivessem sido pontapeadas.

“A seguir às duas primeiras mortes, as prostitutas estavam avisadas e tinham cartões da polícia com a recomendação de que ligassem caso dessem conta de alguém a rondar. Estavam muito assustadas. Aquela zona era bastante isolada e facilmente teriam dado conta dele a espiar, até porque não havia muitos locais onde se pudesse esconder”, diz Simas, aprofundando a tese de que tudo não passará de uma aldrabice.

Muito difícil também seria a forma de José Guedes sair do local do crime sem carro próprio pois “àquela hora já não havia autocarros. Se ele diz que não tinha carro como é que se ia embora? E ensanguentado?”.

Para finalizar, Alexandre Simas aponta que um serial killer nunca enviaria um SMS a dizer que ia voltar a matar.

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Foto: © Destak
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1 comentário

  • Um criminoso,pouca sustentabilidade e auto domínio têm, pois se trata de um descontrolado e de uma pessoa sem escrúpulos. Para mim este Snr. Ex-perito repito,está a apresentar uma tese que têm 100% de veracidade. Parabens a este Senhor, mas as nossas Autoridades, tambem não adormecem com confissões próprias de defesa de um qualquer Estripador / Cadeia nele.
    José Pereira da Graça | 14.12.2011 | 16.30Hdenunciar comentário
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