Aprovado orçamento de 2,5 milhões para a Área Metropolitana
O orçamento da Área Metropolitana do Porto (AMP) para 2012, que totaliza 2,5 milhões de euros, foi aprovado esta madrugada com os votos favoráveis da coligação PSD-CDS/PP e contra da CDU e Bloco de Esquerda e a abstenção do PS.
A votação ocorreu numa sessão da Assembleia Metropolitana que, em simultâneo, aprovou o plano de atividades para o mesmo período, o plano plurianual de investimentos e o mapa de pessoal.
"Os números são muito pequenos e o orçamento tem uma margem de manobra de cerca de 400 mil euros", resumiu o presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio.
Com esses 400 mil euros, o autarca disse que a Junta pode "encomendar um outro estudo" e pouco mais do que isso.
O deputado socialista José Ribeiro caraterizou o plano como sendo "uma inexistência" e, dirigindo-se a Rui Rio, disse que "muitos outros no seu lugar fizeram bem mais com os mesmos meios", tendo mesmo rematado a sua intervenção referindo o "saudoso Fernando Gomes", ex-presidente da Câmara e da Junta Metropolitana do Porto.
A CDU também criticou o plano e o orçamento, considerando-os "uma pobre carta de intenções".
"É um documento que faz da Junta Metropolitana do Porto mais uma representação do Governo junto da região do que uma representação da região junto do Governo", frisou o deputado comunista Belmiro Magalhães.
O Bloco de Esquerda (BE) contestou Rui Rio por este ter reafirmado a sua preferência por uma gestão autonóma do Aeroporto Francisco Sá Carneiro face ao de Lisboa.
O bloquista José Castro referiu que "todas as experiências" similares feitas na Europa são "um desastre".
"O que querem é que algumas empresas fiquem a gerir o aeroporto", considerou.
O social-democrata João Costa saiu em defesa do plano e orçamento propostos, dizendo que "há equilíbrio na proposta apresentada".
Para este eleito, a CDU e o BE "vivem no reino da fantasia", por entenderem que o documento não vai tão longe quando devia, e " não podem pretender que ali se inclua todo o tipo de preocupações".
A CDU e o PS questionaram algumas despesas orçamentadas, tais como 16 mil euros para material de escritório, 50 mil euros para comunicações e quase 600 mil euros para estudos, por serem muito superiores às do ano passado para o mesmo efeito.
O diretor executivo da Junta Metropolitana do Porto, Lino Ferreira, explicou que esses valores estão relacionados com o programa de "capacitação institucional" que vai decorrer em 2012 e no ano seguinte, envolvendo "um investimento até três milhões de euros".
O programa visa capacitar os 16 municípios da área metropolitana em setores como a promoção e divulgação turístico-cultural, atração e captação de investimento, criação do próprio emprego e empreendedorismo e ambiente e sustentabilidade.
A Assembleia Metropolitana - que durou mais de quatro horas - discutiu e votou ainda sete moções e recomendações, uma do PS, duas do BE e as restantes da CDU.
Uma das moções aprovadas, e por unanimidade, foi a que a CDU apresentou recomendando à Junta Metropolitana o seu "empenhamento para, junto do Governo, encontrar com brevidade uma solução condigna para a instalação da Cinemateca" no Porto.







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