PJ investiga destruição das duas escavadoras
A destruição das duas escavadoras no Bairro do Aleixo, no Porto, provocou um prejuízo de cerca de 80 mil euros e o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, disse hoje à Lusa fonte oficial.
A Polícia Judiciária confirmou à Lusa que estão a investigar o caso e que dois elementos já estiveram hoje de manhã no local a fazer a peritagem.
“As duas escavadoras giratórias ficaram totalmente inutilizadas, porque ficaram com os comandos eletrónicos destruídos”, explicou à Lusa o diretor da obra, Ricardo Pereira, acrescentando que os prejuízos situam-se perto dos "80 mil euros" e que apesar de haver um seguro de responsabilidade civil, “não cobre danos de vandalismo”.
O diretor da obra adiantou ainda que, por norma, as máquinas escavadoras costumam ser alvo do roubo de gasóleo e, para não serem alvo de vandalismo, os proprietários deixam combustível nos depósitos para os larápios não maltratarem os veículos.
“Não sei se o motivo era roubar combustível, mas deixámos cerca de 50 litros de gasóleo em cada uma das máquinas”, assegurou Ricardo Pereira, reconhecendo que é “estranho” terem vandalizado de forma tão destrutiva os veículos logo na primeira noite em que ficaram no local depois da implosão da torre 5.
As chamas nas máquinas devem ter deflagrado cerca da 01:00 da manhã de hoje e o diretor da obra foi informado do incidente cerca das 02:00, adiantou.
As máquinas destruídas deverão ser removidas dentro de dois dias e “esta semana teremos novas máquinas a trabalhar”, garantiu, referindo que há prazos para cumprir e caso não consigam terminar a obra dentro dos limites os prejuízos podem ser “muito mais elevados”.
A torre 5 do bairro do Aleixo foi demolida por implosão na sexta-feira, às 11:45, numa operação que envolveu cerca de 300 operacionais e que obrigou a 509 moradores a abandonar o perímetro de segurança, mas um grupo de jovens alegadamente descontentes com a demolição tentou agredir agentes policiais com pedras e garrafas.
A implosão dos 13 pisos da primeira das cinco torres do bairro envolveu 150 quilos de vários tipos de material explosivo.







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