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Cascais

Oposição abandona Assembleia Municipal e recusa votar novo pacote fiscal

20 | 12 | 2011   14.11H

Os partidos da oposição à maioria PSD/CDS na Assembleia Municipal de Cascais abandonaram a reunião, que decorreu na segunda-feira à noite, após lhes ter sido recusado votar em separado as medidas do novo pacote fiscal.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Em declarações à agência Lusa, o presidente da concelhia do PS de Cascais, Alexandre Sargento, afirmou que "os pontos integrantes da proposta do novo pacote fiscal deveriam ser votados em separado, já que comporta taxas distintas".

Toda a oposição manifestou a intenção de votar as medidas do pacote fiscal em separado, mas segundo Alexandre Sargento o presidente da Câmara disse que se assim fosse retirava a proposta.

“A maioria aprovou a votação em conjunto e nós retirámo-nos da sala", relatou Alexandre Sargento.

O líder socialista concelhio disse que a decisão de abandonar a reunião foi em "protesto" à forma como o novo pacote fiscal foi discutido e acusou Carlos Carreiras de "não querer discutir a proposta de modo exaustivo para não mostrar que o mesmo é pouco real".

À semelhança do PS, também o BE e a CDU abandonaram a reunião de segunda-feira à noite e não participaram na votação deste ponto, que foi aprovado pela maioria PSD/CDS que lidera o executivo municipal.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, acusou o PS de estar "completamente perdido", considerando que a atitude tomada pela oposição revela uma "irresponsabilidade total".

"O PS local vive numa esquizofrenia grande e, enquanto [na câmara] tem sido possível estabelecer pontes com os vereadores do PS e da CDU, onde todos se têm conjugado para fazer esforços, na Assembleia Municipal tentam criar episódios pela falta de argumentos", afirmou Carreiras.

O novo pacote fiscal prevê um agravamento na fatura da água de 2,5 euros pela alteração da taxa de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

Contudo, a câmara decidiu manter a taxa do imposto sobre imóveis (IMI) nos valores de 0,7% e 0,4% para os prédios não avaliados e avaliados, respetivamente, reduzir a derrama (imposto local cobrado às empresas) para as pequenas e médias empresas e isenção para as que criam mais de cinco postos de trabalho, reduzir a taxa de IRS municipal e anular a taxa de direitos de passagem.

O novo pacote sugere ainda um reforço de 100 mil euros do valor municipal de apoio às famílias carenciadas e numerosas (de 150 mil euros passa a ser de 250 mil) no que respeita à fatura da água.

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2 comentários

  • Pois é . . . ! E essa "cena" . . . ! Da "malguinha" . . . ! Com "pacote" . . . ! Já dura há 37 anos . . . ! ! !
    anónimo | 23.12.2011 | 15.14Hver comentário denunciado
  • Esse cavalheiro, de seu nome Carlos Carreiras, gosta muito de ser mandão e amesquinhar quem lhe faz frente... e mais não digo...
    ESTA | 20.12.2011 | 16.26Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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