PUBLICIDADE
França

Sarkozy pede respeito à Turquia

23 | 12 | 2011   14.38H

O Presidente de França, Nicolas Sarkozy, pediu hoje à Turquia respeito pelas convicções francesas, após a forte reação de Ancara à votação em França de uma lei condenando a negação do genocídio arménio.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Eu respeito as convicções dos nossos amigos turcos, é um grande país, uma grande civilização, eles devem respeitar as nossas”, declarou Sarkozy à imprensa francesa em Praga, onde se deslocou para assistir às cerimónias fúnebres do antigo Presidente checo Vaclav Havel, citado pela agência noticiosa francesa APF.

“A França não dá lições a ninguém, mas a França também não as recebe”, disse.

Depois de ter anunciado na quinta-feira o congelamento da cooperação política e militar com a França, após a aprovação pelo parlamento francês do projecto-lei que condena a negação do genocídio arménio, a Turquia subiu hoje de tom.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyipe Erdogan, acusou o Presidente francês de jogar com “o ódio ao muçulmano e ao turco” com fins eleitorais e a França de ter cometido “um genocídio” na Argélia.

Numa conferência de imprensa em Istambul, Erdogan apelou à França para assumir o seu próprio passado.

“Calcula-se que 15 por cento da população argelina foi massacrada pelos franceses a partir de 1945. Trata-se de um genocídio”, declarou, numa referência às violências durante o processo de independência da Argélia do domínio francês, entre 1945 e 1962.

“Se o Presidente francês Sarkozy não sabe que houve um genocídio, ele pode perguntar ao pai Pal Sarkozy (…) que foi legionário na Argélia nos anos 1940´”, adiantou. “Tenho a certeza que ele (Pal Sarkozy) tem muito a dizer ao filho sobre os massacres cometidos pelos franceses na Argélia”, disse ainda.

O texto aprovado pela Assembleia Nacional prevê um ano de prisão e 45 mil euros de multa pela negação de um genocídio reconhecido pela lei francesa, que legitima a existência de dois genocídios, de arménios e de judeus, ocorridos no século XX durante as duas guerras mundiais.

Paris reconheceu a existência do genocídio arménio, que terá provocado 1,5 milhões de mortos entre 1915 e 1917, pela lei de 20 de Janeiro de 2001.

Apesar de reconhecer que até 500 mil pessoas terão sido mortas nesse período, a Turquia considera que foram vítimas do contexto em que decorreu a Primeira Guerra Mundial e não de um genocídio premeditado.

Saiba mais sobre:

5 comentários

  • É preciso é que os partidos nacionalistas vençam em toda a Europa, seja em França com a FN de Le Pen, seja no Reino Unido com o BNP, seja em Portugal com o PNR. Basta de imigração e basta de ficarmos sujeitos a pseudo ameaças de países de 3ºmundo, turcos, negros e outra escumalhaa rua das nações europeias, antes que seja tarde.
    Varito88 | 25.12.2011 | 14.13Hver comentário denunciado
  • O que falta na Europa é de mais Sarkozis.Se não fosse Sarkozi qualquer dia as francesas andavam todas de véu e burka.
    m | 24.12.2011 | 17.00Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Só há politicos loucos. Este Sarkozy vai por a França a pedir. O Povo Francês que abra os olhos.
    joao | 24.12.2011 | 14.41Hver comentário denunciado
  • Um estado diz-se "laico", não por proibir a expressão dos sentimentos religiosos dos seus cidadãos, que podem ser diversos (ou não), mas no momento em que não se mete nesses assuntos, que só dizem respeita aos cidadãos. O Estado é dos cidadãos, e não os cidadãos do Estado. Quem não entende isto, não devia estar a ditar leis para o Estado. Aquele sim é que é o "verdadeiro estado laico"! E essa é a ideia por detrás do que quer dizer "laico"! Ora, infelizmente, e desgraçadamente, o que se está a passar na nossa Europa é que alguns iluminados estão lentamente a perverter a ideia de Estado "laico" e a introduzir, na vez dela, a ideia "estado ateu". É uma subtil passagem da Liberdade à Tirania. E isso é um abuso insuportável à própria cultura europeia. Se um grupo de muçulmanos passa a não poder usar um parque público para se ajoelhar e rezar, então por que raio de razão há-de um grupo de punks poder usar um parque público para um concerto da música deles, por exemplo, ou mesmo por que razão um grupo de rock pode usar um espaço público para debitar os seus milhares de watts sobre as pessoas que ali moram ou por ali passam? Concordo em absoluto com o HUMBERTO REIS. Todas estas "normas" recentemente estabelecidas são de uma infelicidade enorme e não condizem, nem de longe nem de perto, com o verdadeiro espírito Europeu, mas mais com o espírito de um certo Médio Oriente. Há que as pessoas começarem a pensar, para se acabar com elas!
    DA FRATERNIDADE À TIRANIA | 23.12.2011 | 16.13Hver comentário denunciado
  • O Sr Sarkozy já expulsou da outra vez os ciganos da outra vez(julgo que em 2007). Se calhar não terá grandes problemas em expulsar a grande parte da comunidade turca que se encontra sem trabalhar em França. Depois veríamos que ficaria a perder mais. Força Sr Sarkozy.
    Rui Rodriguez | 23.12.2011 | 16.09Hver comentário denunciado
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE