Projecto quer combater falta de literacia na área da saúde
Os especialistas que integram o projecto 'Saúde que conta' acreditam ser possível capacitar as pessoas, permitindo-lhes assumir um papel activo na gestão da saúde. O que pode passar por um sistema personalizado de informação.
Conhecimento é poder, defendia, em pleno século XVII, Francis Bacon, um dos inventores do método científico. Uma máxima que parece não ter perdido actualidade e em nome da qual a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e a Lilly Portugal se decidiram unir para o lançamento do projecto ‘Saúde que Conta’, uma iniciativa que pretende aumentar a literacia nesta área.
Números nacionais não os há, mas todos concordam que falta aos portugueses capacidade para entenderem a informação sobre a saúde, que lhes permita tomar melhores decisões. E não só. Evitar maiores problemas. «Só quando estão bem informadas é que as pessoas podem participar nas decisões sobre a sua saúde», confirma ao Destak Ana Escoval, coordenadora do projecto. Para isso, um grupo de especialistas de várias áreas juntou-se para tentar perceber de que forma «é possível capacitar melhor os portugueses».
O projecto, que tem a duração de três anos, mas promete apresentar já os primeiros resultados em Março, visa ainda o desenvolvimento de um instrumento tecnológico que possibilite o acesso a informação sobre saúde, um Sistema Personalizado de Informação de Saúde, graças ao qual o cidadão pode assumir um papel mais activo na gestão da sua saúde e bem-estar.
Trata-se de um sistema electrónico, que caberá a cada um organizar e gerir de forma individual e que tem como objectivo ajudar na tomada de decisões. Ao mesmo tempo, permite ainda uma comunicação interactiva entre médico e doente que, segundo Ana Escoval, importa cada vez mais desenvolver.



