Jones Lang LaSalle Hotels prevê estabilização do investimento
Os volumes de investimento em imobiliário hoteleiro dispararam na primeira metade de 2011, com os REIT’s a liderarem o caminho e os sinais de reanimação do mercado de crédito a impulsionarem a atividade de investimento.
Mas, a incerteza económica regressou na segunda metade do ano, interrompendo este crescimento, ainda que o ritmo de transações tenha continuado dinâmico, especialmente nos EUA, finalizando o ano nos €30 biliões transacionados a nível mundial. Este fluxo de investimento representou um crescimento de 13% face à performance de 2010.
Apesar da contínua incerteza na área económica, a Jones Lang LaSalle Hotels prevê que os volumes de transação de ativos hoteleiros deva manter-se nos níveis registados em 2011, nomeadamente num total anual na ordem dos 30 mil milhões de euros, revela a consultora nos resultados preliminares do relatório “Hotel Investment Outlook 2012”.
“Até agora, a turbulência dos mercados financeiros não teve impacto nos indicadores de operação hoteleira, o que acalmou os investidores e evidenciou a atratividade do imobiliário hoteleiro de elevada qualidade e gerador de retornos como uma classe de ativos a destacar”, diz Arthur de Haast, Chairman da Jones Lang LaSalle Hotels.
“Os principais constrangimentos serão sobretudo motivados pela pouca liquidez dos mercados e reduzida capacidade da banca internacional para disponibilizar novas fontes de capital. Ainda assim, o mercado contará com um fluxo significativo de investimento gerado em capitais próprios”.
“Os investidores privados com capitais próprios aumentaram a sua atividade na segunda metade de 2011 e esperamos que permaneçam ativos em 2012. Com um importante poder de compra e uma maior tolerância ao risco num ambiente volátil, estarão em posição de alcançar retornos oportunísticos”, acrescenta Arthur de Haast.
“Não obstante, as restrições do mercado de crédito e a limitada disponibilidade de oportunidades de aquisição atrativas irão, provavelmente, impedir níveis mais elevados de atividade. Ainda assim, estes players deverão adquirir, de forma seletiva, ativos em localizações secundárias, bem como portefólios com problemas de liquidez ou resultantes de crédito mal parado”.
Também no conjunto de compradores mais ativos deverão constar os fundos soberanos e investidores particulares capitalizados, com uma perspectiva de longo-prazo e posicionados para realizar aquisições estratégicas em todo o mundo.
As empresas cotadas em bolsa, incluindo os REIT’s, deverão focar-se nas aquisições já existentes e estáveis, em detrimento de novas operações, diluindo, assim, a pool de compradores.
As principais vendas em 2012 deverão ser geradas em ativos que vão para o mercado em resultado da reestruturação de dívidas bancárias, quer no que respeita o vencimento dos contratos de crédito quer nos desafios inerentes ao refinanciamento.
Além do fluxo de activos que deverá surgir no mercado por essa via, é igualmente esperado um conjunto importante de vendas de participações em ativos. Também as firmas de capitais privados e os investidores institucionais deverão optar por vender ativos por estas duas vias, com os objetivos de desinvestir em ativos non-core selecionados ou de devolver capital a investidores, à medida que alguns fundos atingem a sua maturidade.
No Reino Unido, Estados Unidos e Irlanda, as entidades com exposição significativa ao setor imobiliário já começaram a colocar os ativos mais problemáticos no mercado. Contudo, no Japão e em Espanha este tipo de posicionamento ainda não é uma realidade.
Ao contrário do que se verifica no Reino Unido e na Irlanda, quem recorre a financiamento em Espanha, tem maior controlo sobre os processos administrativos, aumentando, desta forma, o grau de incerteza para os bancos e impedindo, assim, maiores níveis de atividade.
Já no Japão, a questão prende-se com o facto de os financiadores deste país estarem ainda relutantes em apurar as perdas no financiamento a hotéis, o que está a atrasar as transações de venda..





