PUBLICIDADE
Alimentação

A saúde no seu prato... sem castigar a carteira

02 | 02 | 2012   11.38H

Parece difícil, mas diz quem sabe que não é preciso gastar muito para comer bem. E nem é preciso sacrificar o sabor. Saiba como gastar pouco, mantendo a saúde à sua mesa.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Comer bem é mais barato. Não acredita? Então fique a saber que pode fazer refeições equilibradas nutricionalmente, sem perder de vista o sabor. E não, não estamos a falar do recurso às cadeias de fast-food. Se ainda continua céptico, então é porque não deve ter ouvido falar da campanha lançada pela Associação Portuguesa de Nutricionistas, que prova, passando das palavras à acção, que é possível comer bem sem gastar muito.

Senão veja-se: uma refeição composta por uma sopa de tomate e ervilhas, uma açorda de pescada com couve portuguesa e, para sobremesa, uma maçã pode custar, por pessoa, nada mais nada menos que um euro. Este não é o único exemplo, mas serve para ilustrar o que defendem os especialistas.
Ainda assim, fica o alerta: é preciso ter cuidado, uma vez que o preço dos alimentos, que tende a ser mais elevado – o IVA já subiu e, embora o Governo afaste, para já, mais medidas de austeridade, nada garante que não volte a aumentar - pode ser decisivo na hora de comprar.

«É evidente que a subida do preço pode condicionar as escolhas alimentares» disse, citada pela Lusa, a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Para Alexandra Bento, a insegurança alimentar será uma realidade, podendo mesmo as escolhas incorrectas ter reflexos «no estado de saúde».

Embora seja preciso fazer alguma ginástica económica, dar uso à máquina de calcular e, sobretudo, ser disciplinado na hora de ir às compras, a associação defende que se pode gastar entre três e cinco euros por pessoa em todas as refeições diárias, incluindo pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e merendas a meio da manhã e da tarde. Ou seja, no total pode gastar-se, todas as semanas, menos de 25 euros por pessoa, com a vantagem de continuar a fazer-se uma «alimentação saudável e equilibrada».

Para isso, é necessário planear com antecedência. E tudo começa na hora de ir às compras. Um dos principais conselhos é evitar entrar nos supermercados com a barriga vazia. A fome não é boa conselheira. Pelo contrário, pode levá-lo a fazer as escolhas menos acertadas, com reflexos não só na saúde, mas sobretudo na carteira.

Prefira a fruta e legumes da estação, aqueles que estão disponíveis em maior quantidade e que, por isso, costumam ter um preço mais apelativo. À lista de conselhos pode juntar ainda a preferência pelas marcas brancas, tendencialmente mais baratas e que, nos dias de hoje, apresentam produtos com qualidade muito semelhante aos que as marcas colocam no mercado.

Porque de manhã é que se começa o dia, e este deve ser iniciado de forma saudável, acabe com o hábito de o comer fora. Se optar por fazer a primeira refeição do dia em casa, a poupança é garantida. É que, diz que sabe e já fez as contas, uma chávena de café com leite e um pão com queijo pode custar metade se for consumido em casa.

Aproveite as promoções. Os descontos são os melhores amigos em tempo de crise e mesmo que não pretenda consumir de imediato o que compra, tem sempre a possibilidade de congelar e preparar para mais tarde. No que diz respeito às sobras, pode sempre aproveitá-las para outros pratos. Basta uma pesquisa rápida na internet para encontrar um sem número de receitas que aproveitam os chamados restos. E os devolvem, em grande estilo, ao prato.

Foto: DR
A saúde no seu prato... sem castigar a carteira | © DR
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE