Especialista em liderança dá a conhecer tendências da Comunicação
Mal Fletcher, um dos maiores especialistas da actualidade em liderança e tendências da Comunicação, estará no dia 10 de Fevereiro, entre as 17h30 e as 20h00, no Auditório da AEP - Associação Empresarial de Portugal, no Porto, e no dia 12 de Fevereiro, no Auditório da Universidade Católica em Lisboa, a convite da Jervis Pereira e da MTW - Media Training Worldwide Portugal.
Segundo Mal Fletcher, a cada vez maior dependência nos aparelhos digitais pode levar à «demência digital», resultando numa crescente incapacidade de concentração, na dificuldade em interpretar a linguagem corporal das pessoas que nos rodeiam, ou mesmo na inaptidão para gerirmos as nossas finanças.
Fletcher acredita que a geração mais jovem corre o perigo de viver parte das suas vidas como um mero "telefonema", tornando-se incapaz de ler e responder às expressões, gestos e sinais não verbais.
Num dos seus artigos, o especialista em tendências afirma que o que hoje encaramos como sinais de demência pode vir a tornar-se o estado normal da mente em 2022, com a população a evidenciar um declínio das funções mental e social.
Mal Fletcher admite que esta é uma questão que já está a preocupar algumas pessoas: «Começamos a pôr em causa a nossa memória porque não conseguimos lembrar-nos de 50 passwords, senhas e pins. Mas na realidade, os nossos cérebros não se desenvolveram para funcionar dessa forma.»
A multitarefa, segundo Mal, é apenas uma outra palavra para distração, e torna-nos impermeáveis aos sinais importantes lançados pelas pessoas que estão à nossa volta.
«O facto de, num grupo, várias pessoas utilizarem o smartphone não quer dizer que estas tenham capacidades multitarefa, mas apenas que têm a atenção dispersa noutros assuntos. Logo não estão a ouvir bem nem a captar os sinais não verbais das pessoas que estão à sua volta», diz Fletcher.
«Que desenvolvimento seria o de um bebé se em vez de interagir com a mãe em carne e osso o fizesse através de um ecrã de vídeo, ou através de um holograma? E o que acontecerá às partes do cérebro humano responsáveis pela leitura física e pelos sinais biométricos, quando comunicamos através de redes sociais ou através de vídeo em vez de cara a cara?»
Da mesma forma, a simplificação dos sistemas de pagamento, através de telemóveis, provoca um desapego ao valor do dinheiro. Mal Fletcher defende que «é importante associarmos dígitos a objetos concretos, pois isso faz-nos sentir que os ícones numéricos têm um significado no mundo real. Sem isso, e como as nossas capacidades mentais para a aritmética estão em queda, será muito fácil gastar demais.»




