Promiscuidade entre celebridades e marcas sob investigação
Cantores e atletas britânicos promovem os chocolates Snickers no Twitter. A entidade reguladora avalia a legalidade.
A socialite Kim Kardashian amealha 10 mil dólares (cerca de 7.600 euros) por cada mensagem de 140 caracteres na rede social Twitter recomendando determinado produto, segundo valores apurados pela The New York Magazine.
Também o rapper Snoop Dogg é gratificado com 8 mil dólares (6.100 euros) por um anúncio dissimulado a um produto, sendo outro exemplo gritante da tendência actual para as marcas explorarem o tempo de antena das celebridades e a sua capacidade de chegar, num ápice, a milhões de pessoas.
Nos EUA, marcas como a Toyota e a American Airlines usam e abusam desta fórmula polémica. E a vaga é tal que já atingiu a Europa, nomeadamente o Reino Unido, onde o regulador da publicidade decidiu agora investigar uma estranha predilecção de gente famosa pelos chocolates Snickers.
Tudo porque com pouco intervalo temporal, figuras públicas britânicas como o pugilista Amir Khan, a cantora do concurso X Factor X Cher Lloyd, e o comentador de cricket Ian Botham publicaram fotografias suas a dar dentadas nos ditos chocolates ou inclusive a mostrar a tablete enquando apontam para o nome da marca com a outra mão.
As suspeitas aumentaram quando Rio Ferdinand, defesa do Manchester United e da Selecção de Futebol inglesa, e a actriz Katy Price twittaram (desculpem o neologismo) a mesma frase «quando tenho fome fico fora de mim», em alusão ao slogan da marca.
Para termos noção das proporções do assunto, acrescente-se que o atleta é seguido por 1,9 milhões de pessoas, enquanto que a intérprete tem 1,5 milhões de seguidores.
A Entidade Reguladora da Publicidade está a investigar se a campanha online, feita sem aviso prévio, choca com a lei de protecção do consumidor. Anunciantes e celebridades poderão vir a ser penalizados. «Não estou aqui para ver anúncios», já criticou um fã.






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