Madonna joga pelo seguro na Super Bowl
Nos 12 minutos que demorou a sua actuação no intervalo da SuperBowl, Madonna fez uma espécie de apologia do “girl power”, que é como quem diz poder feminino em português.
Na performance tendo Lucas Oil Stadium, em Indianapolis, como palco, a cantora de 53 anos tirou da cartola grandes trunfos da sua carreira - Vogue, Music, Open Your Heart, Express Yourself e Like a Prayer – mas também uma nova canção intitulada Give Me all Your Luvin’, um aperitivo do novo álbum MDNA, com edição no próximo mês.
Madonna entrou no estádio numa carruagem, puxada por uma dúzia de gladiadores romanos. Bandas filarmónicas, acrobatas e coros serviram de moldura humana à intérprete que contou ainda com as participações especiais de convidados como M.I.A, Nicki Minaj, Cee Lo Green e LMFAO.
O espectáculo foi visto nos EUA por mais de 100 milhões de espectadores. Mas em Portugal, também muitos ficaram colocados ao ecrã da SportTv que, a partir das 23h00, transmitiu em directo a final da SuperBowl.
Apesar da épica, esta actuação de Madonna jogou pelo seguro e esteve a anos-luz da irreverência revelada pela artista nos anos 80/90, critica em geral a imprensa norte-americana. O que não significa que a prestação “certinha” não tenha sido «um deleite» para o público no estádio e em casa.
O único momento mais controverso deu-se quando a cantora britânica M.I.A fez um gesto universalmente considerado obsceno com o dedo do meio. Mais tarde a NBC, canal responsável pelo cobertura do evento pediu desculpas pelo «gesto espontâneo e inapropriado».
É que há quem não esqueça a vergonha da edição de 2004 da Super Bowl, quando Justin Timberlake, devido a uma disfunção de guarda-roupa, deixou a nu um seio de Janet Jackson com quem cantava em dueto. «Houston, we have a problem», terão pensado os organizadores da festa. Desde então um delay na emissão cobre qualquer incidente menos próprio.




