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Diogo Valsassina

«Espero ter a capacidade de corresponder às expectativas»

08 | 02 | 2012   11.32H

Afastado dos comandos do radical ‘Curto Circuito’, onde esteve três anos, e arredado da ficção nacional há muito tempo, o jovem apresentador/actor tem na manga um novo e ainda muito secreto programa. «Só posso dizer que é um projecto divertido e instrutivo», confessa este ex-moranguito que se considera «um profissional polivalente».

Vera Valadas Ferreira | vferreira@destak.pt

Recentemente deixou a apresentação do Curto Circuito após 3 anos de colaboração. Que balanço faz dessa experiência? Saiu “contrariado” ou sente que tinha chegado a hora?

Não saí nada contrariado, tinha chegado a minha altura. Durante os três anos em que estive no Curto Circuito aprendi muitas coisas novas, fiz grandes amigos e adorei cada momento e cada programa que fiz. Foi uma experiência com um balanço extremamente positivo.

Nestes 11 anos de carreira tem oscilado entre a apresentação e a representação. Já escolheu definitivamente uma destas áreas ou o seu futuro profissional passará sempre por tentar conciliar as duas vertentes?

Não escolhi, e continuo sem conseguir escolher, neste momento. Espero ter a capacidade de corresponder às expectativas de quem acredita no meu trabalho e conseguir conciliar as duas coisas, sempre que tiver essa oportunidade, claro. Mas é melhor em qual? Não sei mesmo, sinto-me confortável nas duas áreas, tanto na representação, como na apresentação. Que tipo de programa seria “a sua cara”? É uma pergunta complicada de responder. No entanto, gostava de fazer um programa que envolva discussão, com música à mistura e que seja divertido. Mas como não sou esquisito e me considero um profissional polivalente, acho que me iria enquadrar bem em vários tipos de programas.

Quais são os seus projectos profissionais mais imediatos? ~

Estou neste momento a traba-lhar num programa para televisão, mas ainda não posso falar muito sobre isso. Só posso dizer que é um projecto divertido e instrutivo também.

É padrinho da campanha “Não Compre, Adopte” sobre animais de estimação. E sei que tem um cão em casa. Que conselhos daria a quem está a pensar em adoptar um animal e ainda não percebeu bem a entrega necessária?

É preciso ter tempo, é preciso gostar e tratar bem seja que animal for. É preciso algum dinheiro também, para as consultas veterinárias, a comida, as vacinas e outros cuidados. Existem muitas coisas em que as pessoas normalmente não pensam. Por isso é que digo sempre a quem está a pensar em adoptar ou comprar um animal para pensar bem antes de o fazer, porque a responsabilidade é muita.

Enquanto figura pública sente-se quase que na “obrigação” de apoiar certas causas sociais?

Eu não penso assim. Eu apoio as causas em que realmente acredito. Não apoio só por apoiar. E se, enquanto figura pública, puder usar a minha imagem para ajudar, tanto melhor.

Seis temporadas depois de ter feito sucesso nos Morangos com Açúcar no papel de Tojó, que avaliação faz da evolução do formato?

Confesso que não vejo os Morangos Com Açúcar hoje em dia...

É que há quem ainda considere as edições em que o Diogo participou aquelas que por sinal tinham um elenco mais especial, talentos-revelação, como se veio a provar em futuras produções da TVI...

Sim, reparo que muitos dos actores com quem trabalhei lá, continuam a trabalhar e bem. Acho muito bem que exista a oportunidade para as pessoas que querem começar e mostrar trabalho, e os Morangos com Açúcar são a plataforma perfeita para isso. E, claro, vou sempre achar que as edições em que participei foram as melhores, mas porque estava lá e adorei fazer parte do projecto.

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Foto: Gonçalo Claro
«Espero ter a capacidade de corresponder às expectativas» | © Gonçalo Claro
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