Financiamento privado de centros de emprego viola acordo de concertação social - UGT
A UGT considerou hoje que a eventual criação de serviços privados de emprego é uma violação do acordo alcançado em concertação social, que obriga o Governo a negociar com os parceiros as alterações às leis laborais.
"A UGT considera muito negativo que o Governo tenha ontem aprovado uma Resolução do Conselho de Ministros relativa ao relançamento do Serviço Público de Emprego, sem que a mesma tenha sido previamente discutida ou sequer enviada aos Parceiros Sociais. Este tipo de procedimento não respeita o Compromisso Tripartido para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego e representa um claro desrespeito para com a Concertação Social", afirma a União Geral de Trabalhadores, num comunicado enviado às redações.
Na quinta-feira, o secretário de Estado do Emprego anunciou que o Governo admite financiar "serviços privados de emprego" que coloquem no mercado de trabalho desempregados que não recebem subsídio de desemprego e acrescentou que conta definir até ao final do ano o enquadramento necessário para tal. "Se se verificar, nas experiências piloto, que os serviços privados de emprego têm sucesso na colocação de desempregados não subsidiados, o Estado admite pagar a essas agências por esse serviço", disse aos jornalistas o secretário de Estado do Emprego Pedro Martins.




