130 mil estudantes utilizam estimulantes para os exames
Vitaminas, estimulantes ou anfetaminas são alguns dos produtos de toma assídua entre os estudantes portugueses nesta fase pré-exames nacionais que tem início amanhã.
Apesar das vitaminas não terem um efeito directo na memória e na concentração e de funcionarem apenas como placebo, muitas vezes os alunos sentem que estas funcionam porque acreditam nos seus efeitos, revela ao Destak o psicólogo Carlos Lopes Pires.
«São as anfetaminas e estimulantes que realmente dão resultados», acrescenta. No entanto, «a sua toma deve ser apenas transitória, porque o seu uso prolongado pode criar dependência e alguns problemas para a saúde».
Actualmente não existem dados quanto ao número de estudantes que recorrem as estes suplementos, mas o especialista acredita que seja uma percentagem semelhante à do ensino superior, podendo-se falar em mais de metade dos estudantes.
Tendo em conta que estão matriculados quase 258 mil alunos, é fácil deduzir que sejam aproximadamente 130 mil os que recorrem a medicamentos e produtos apelidados pelos mesmos de 'miraculosos'.
Falta acompanhamento médico
Os perigos de alguns estimulantes e a falta de acompanhamento médico na sua toma são duas preocupações partilhadas pelo psicólogo Eduardo Sá e pela presidente da comissão instaladora da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação, Maria José Viseu.
Eduardo Sá acrescenta que «alguns tipos de estimulantes que podem dar resultado no imediato, a curto prazo se revertem contra quem os toma» e os jovens têm de estar informados sobre isso, algo que continua a falhar.
Menos 19 mil alunos inscritos
Cerca de 258 mil alunos apresentam-se amanhã para o início dos exames nacionais finais do ensino básico e secundário, um número que demonstra uma diminuição de 19 050 inscritos, segundo dados oficiais.
No ensino básico haverá duas chamadas para os 99 930 alunos inscritos - menos 7201 do que em 2007 - mostrarem o que sabem de Língua Portuguesa e Matemática ao nível do 9º ano, a primeira na quarta e na sexta-feira, e a segunda na próxima semana, a 26 e 27.
Quanto ao ensino secundário, estão inscritos para exame 157 718 alunos - menos 11 849 do que no ano passado - dos quais 96 953 são candidatos ao Ensino Superior. Entre os exames nacionais a realizar, os que registam mais incrições são os de Português, Biologia e Geologia, Física e Química, e Matemática.
7 MIL MILITARES GUARDAM EXAMES
São quase sete mil os militares da GNR que vão estar mobilizados a partir de amanhã em todo o País para proteger, guardar e entregar às escolas os exames do ensino básico e secundário.
Segundo o tenente-coronel Costa Lima, esta é «a maior operação realizada pela GNR todos os anos, devido ao empenho que exige a estes militares» e termina apenas no último dia dos exames, ou seja, a 18 de Julho.
Comparativamente com os anos anteriores, não há uma grande diferença no número de efectivos porque as escolas da área da GNR se mantém as mesmas. Também as etapas que consistem no levantamento, transporte, guarda e entrega das provas nas escolas são similares de ano para ano, acrescenta ao Destak o porta-voz da GNR. Para a «missão exames nacionais 2008» também está mobilizada a PSP, que terá a seu cargo principalmente as escolas das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Os exames têm início às 09h de amanhã de Portugal Continental, tanto no ensino básico como no secundário. O horário servirá de referência para os Açores e também para os diferentes países nos quais as provas se realizam, já que decorrem em simultâneo.






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