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Caso madeleine

Pais confrontados pela primeira vez com o facto de deixarem filhos sozinhos

06 | 06 | 2007   15.13H

«Somos pais responsáveis e nunca ninguém nos considerou suspeitos no desaparecimento de Madeleine, muito menos a polícia portuguesa», respondeu Kate MacCann, a mãe da menina de quatro anos que desapareceu no dia 03 de Maio de um aldeamento turístico da Praia da Luz, Lagos, quando dormia com os dois irmãos num apartamento e os pais jantavam num restaurante próximo.

O pai de Madeleine, Gerry, recordou que depois do desaparecimento da filha viveu com a mulher os piores dias de sempre, mas que «com o apoio da família e de profissionais decidiram ser fortes e activos nas buscas em vez de ficarem simplesmente à espera».

A questão difícil colocada ao casal McCann foi formulada por uma jornalista alemã de uma rádio nacional, Sabine Mueller, durante a conferência de imprensa que os pais de Madeleine deram em Berlim, Alemanha.

A jornalista reconheceu que se tratou de uma questão complicada, mas recusou pedir desculpa ao casal McCann porque, disse, a pergunta tinha de ser feita e estava simplesmente a fazer o seu trabalho jornalístico.

Respondendo a alguns jornalistas, Sabine Mueller disse que não pretendia magoar os McCann, mas que como se estão a expor bastante, têm de estar preparados para gerir questões difíceis, como responder ao porquê de deixar os filhos a dormir sozinhos num apartamento ou sobre a possibilidade de serem suspeitos no caso.

O casal McCann foi ao início desta tarde recebido durante cerca de 20 minutos pelo presidente do município de Berlim, Klaus Wowereit, que adiantou à comunicação social «que os McCann fizeram o que lhes mandou o coração» e que «precisam de todo o suporte possível para enfrentar a situação do desaparecimento de um filho».

O casal Mccann parte esta tarde, cerca das 17:00, para Amesterdão, na Holanda, para continuar a campanha cujo objectivo é informar sobre o desaparecimento da filha Madeleine e apelar por ajuda e informações que possam levar à sua localização.

Com Lusa

Foto: JENS KALAENE/EPA
JENS KALAENE/EPA | © JENS KALAENE/EPA

5 comentários

  • Fernando,
    Não sabemos até que ponto a criança é realmente inocente.
    Bolivar | 07.06.2007 | 23.15H
  • Parece que o facto de ter havido quem pudesse introduzir-se no quarto das crianças, pressupõe que tenha estudado a hipótese de o fazer com todo o à vontade. Logo deduz-se que a ausência dos pais não foi apenas naquele dia. Desde cedo, suponho que toda a gente se interrogou de como é possível deixar 3 crianças destas idades sózinhas, não obstante poderem dispôr de vigilância facultada pelo empreendimento.
    Este facto não colide com o sofrimento por que estarão a passar os pais. Contudo os procedimentos têm-se como prevenção de problemas e não me parece que o povo Inglês tenha grandes razôes para ser tão confiante, já que exemplos de problemas deste tipo não lhes faltam. Talzez por isso mesmo tenham uma polícia que se diz mais bem preparada.O meu mais forte pensamento vai sempre para as crianças vítimas de todo e qualquer tipo de negligência no qual esta, no meu entender, se enquadra.
    Maria Carlota | 07.06.2007 | 10.57H
  • Rectificação ao comentário anterior:
    Lamentavelmente, a PJ tem tido de trabalhar em condições desfavoráveis devido ao show montado à volta deste assunto.
    Fernando | 06.06.2007 | 20.33H
  • Finalmente aparece uma jornalista a fazer perguntas pertinentes e que necessitam de ser respondidas. Por tradição, os alemães vão direitos ao problema e não brincam em serviço.
    O comportamento dos pais, ao deixar os filhos sem companhia para ir jantar com os amigos foi, em minha opinião, inadmissível.
    Entendo que as autoridades portuguesas deveriam verificar se existe motivo para serem presentes a tribunal.
    Não deve haver o receio de os fazer sofrer com as perguntas pois, em minha opinião, a única inocente do caso foi a criança e deverá ter sido quem sofreu mais.
    Se os pais tivessem estado presentes, dificilmente o rapto teria acontecido e esse facto deverá ser-lhes permanentemente recordado.
    Lamentavelmente, a comunicação social portuguesa tem optado por quase ignorar este aspecto do caso.
    Lamentavelmente, a PJ que tem tido de trabalhar em condições desfavoráveis devido ao show montado à volta deste assunto.
    Fernando | 06.06.2007 | 20.07H
  • Acabou o "estado de graça" dos McCann, era apenas uma questão de tempo... Ou a criança aparecia ou toda a atenção mediática se vingaria nos pais pela falta de notícias.. É um mundo cruel, mas é mesmo assim. Isto foi só o começo.
    Joana | 06.06.2007 | 16.52H
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