Romance de estreia "Cada Dia, Cada Hora"

Natasa Dragnic falou ao Destak sobre encontros e desencontros

07 | 12 | 2012   12.07H

Natasa Dragnic Estreou-se na literatura com Cada Dia, Cada Hora, um romance que já foi vendido para 25 países. A autora croata esteve em Lisboa, e falou ao Destak, entre outras coisas, sobre os protagonistas Dora e Luka e sobre o amor.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt

Em que medida esta história de amor entre Dora e do Luka é diferente?
Acho que é diferente ,porque é uma história que fala de duas pessoas que são feitas uma para a outra e sabem que são feitas uma para a outra, mas mesmo assim não conseguem viver esse amor, mesmo que o queiram.

O livro vive muito de encontros e desencontros entre essas duas personagens?
Exacto, de tempos a tempos estão juntos, e depois afastam-se e depois voltam a encontrar-se. Queria mostrar, através da repetição de algumas situações, que há uma espécie de círculo. As situações vão e vêm e repetem-se. É um bocadinho como o movimento do mar, quando a maré vai e vem. O movimento do mar é como vejo o amor da Dora e do Luka.

Quando fala da Dora e do Luka parece que são reais para si e não só personagens de um livro!
É que passei tanto tempo com eles, e ainda passo! Dá para perceber que eles são reais para mim. Eu vejo-os, eles falam comigo e até tivemos as nossas divergências. Eles mostraram-me o caminho na escrita. Para mim, são reais apesar de saber que são apenas personagens de um livro. Seja como for, eles são parte de mim e ser parte de mim fez com que fossem reais.

Acha que eles gostaram do fim da história para eles?O fim da história é o que eles quiserem. Se a Dora e o Luka quiserem ficar juntos, eles ficam juntos. Se não encontrarem o caminho, não ficam, mas eu acho que lhes dei todas as oportunidades para eles escolherem. Eles só têm de escolher o que querem.

Podemos conhecer melhor o seu País ao ler este livro?O leitor pode ter uma imagem de como a Croácia pode ser, mas por outro lado a Croácia é tantas coisas ao mesmo tempo. Eu sou de uma terra à beira-mar, nasci em Split e vivi a maior parte da minha vida lá. Tudo o que se lê no livro pode-se encontrar quando se vai lá. Gosto de manter tudo muito autêntico.

Como surgiu a escrita nesta fase da sua vida?Eu escrevo desde os 6 anos, em diários, sobretudo para mim mesma e guardo tudo. Para esta história, decidi que queria tentar ver se conseguia ter sucesso e se conseguia publicar a minha história. Tive muita sorte, porque tive um óptimo agente que encontrou uma editora. Fiquei muito entusiasmada com o sucesso que o livro teve e feliz por ter tantos leitores, não só na Croácia mas também na Alemanha, na China, no Brasil! Para mim é como um sonho tornado realidade.

Porque acha que o livro teve tanto sucesso?
Para mim, é difícil dizer, porque acho que o sucesso tem de ser um puzzle em que tudo encaixa. Tem de ser o momento certo, no sítio certo. O que fez o sucesso da história é por um lado a historia de amor propriamente dita. Toda a gente, mesmo que não admita, deseja este tipo de amor, um amor que se encontra uma vez na vida. É uma história universal de amor. Por outro lado, é a forma como está escrita. Por isso acho que teve sucesso graças à cominação de todos estes factores, a altura certo, o sitio certo e a história em si.

Acha que é fácil escrever sobre o amor? Tem de se sentir quando se escreve, ou basta imaginar?
É uma pergunta muito difícil. Não posso falar pelos outros, mas falo por mim. Eu tenho de sentir o que estou a escrever. Não quer dizer que seja a minha história ou que tenha experienciado esse amor, mas tenho de ser capaz de sentir compaixão pelo que estou a escrever. Escrever sobre o amor não é só escrever sobre o amor entre homem e mulher. O amor é... no fundo, não há mais nada sem ser amor! Se pensarmos nos pais, nos filhos, nos irmãos, nos amigos só vemos amor, vários tipos de amor. Para mim, não há outro tema sobre o qual escrever sem ser o amor, com todas as suas nuances.

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