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Doença Inflamatória do Intestino

Jovens correspondem já a um terço dos novos casos

19 | 06 | 2013   14.22H

Número de casos de doença inflamatória do intestino está a subir entre os mais pequenos.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Há quem pense que é um exclusivo dos graúdos, mas os especialistas esclarecem: a doença inflamatória do intestino é cada vez mais coisas de miúdos. Em Espanha, a incidência na população infantil aumentou dez vezes nos últimos 25 anos. Por cá, embora faltem estudos capazes de traçar o cenário real destas doenças, Jorge Amil Dias, pediatra e gastrenterologista pediátrico do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, confirma ao Destak o aumento «do número em crianças e adolescentes, que geralmente correspondem a um terço do total de novos doentes diagnosticados».

A Doença Inflamatória do Intestino, que se caracteriza por uma inflamação crónica do tubo digestivo, tem na Doença de Crohn (afeta qualquer parte do tubo) e na Colite Ulcerosa (afeta sobretudo a mucosa) os expoentes máximos, com impactos a vários níveis. Sofre a criança, já que pode «haver impacto no crescimento», explica o médico, mas sofrem também as famílias. «Há o impacto inerente a uma doença crónica, com fases de agudização e limitação da actividade normal.»

Apesar de muito ter sido já feito para perceber melhor estes problemas, «não é ainda possível identificar uma causa única. Sabemos que há pessoas com tendência genética para as desenvolver – e por isso há muitas vezes associação familiar de casos –, mas isso não é indispensável nem suficiente», esclarece o pediatra. À relação do nosso sistema imunológico com as bactérias que existem no intestino junta-se o tipo de alimentação, «nomeadamente as dietas ricas em açúcares e gordura vulgares na chamada fast-food que contribuem para aumentar o risco».

Por isso, embora a prevenção individual não seja possível, «a promoção de alguns factores que influenciam o seu risco poderá vir a levar a uma inversão da tendência crescente que temos observado». O que passa pela promoção de uma alimentação saudável e equilibrada, mas ainda pelo incentivo do aleitamento materno.

Foto: DR
Jovens correspondem já a um terço dos novos casos | © DR
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