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Conferências

À descoberta do cérebro

28 | 01 | 2014   18.30H


Ensinar a viver com o cérebro que se tem é o que promete uma formação destinada a todos, novos e idosos.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Não são especialistas. Não conhecem de cor as sinapses, não sabem o que fazem as células da glia ou de onde vêm os neurónios. Nem têm que saber. O que aqueles que ocuparam a Sala Expansão Missionária, na Biblioteca Universitária João Paulo II da Universidade Católica, em Lisboa, pretendiam era saber mais sobre o cérebro e desvendar alguns dos seus mistérios. Porquê? Alexandre Castro Caldas, neurologista e director do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, dá a resposta ao Destak. «O cérebro tem estado na moda.» De resto, não é por acaso que este ano lhe é dedicado. Mas são ainda muitos os mitos à sua volta. Por isso, «é preciso separar a verdade do disparate.»

E esse é um dos grandes objetivos da formação que decorre naquela universidade. Aberta a todos, apela aos mais e menos jovens, oferecendo-lhes a oportunidade de tirarem melhor partido do que a natureza criou. Na primeira sessão falou-se sobre como o cérebro se tornou humano. Numa viagem que começou há milhares de anos, já quase perdida no tempo, recuperou-se os primórdios do Homem e aquilo que o diferencia de outros animais. Falou-se da importância da mudança do regime alimentar e como ajudou na ‘construção’ do cérebro humano, do sono e como «dormir melhora a memória e a plasticidade do cérebro» e até houve tempo para abordar a importância da culinária.

A passagem do cérebro fetal a adulto ajudou a perceber que «o cérebro cresce», a confirmar de uma vez por todas que «o cérebro do homem é diferente do da mulher» e a estabelecer que «temos que viver com o cérebro que temos», cérebro esse que se vai moldando. Tempo para deitar por terra mitos, como o de que há zonas do cérebro que não funcionam. Não é assim, garante Castro Caldas. «A ideia de que apenas 10% do cérebro funciona é mesmo um mito.»

Se perdeu esta sessão, saiba que ainda vai a tempo de aprender sobre o tema. O encontro repete-se, no mesmo local, esta quarta-feira (29 de janeiro) e na próxima (5 de fevereiro), entre as 18h00 e as 20h00. Basta apenas que se inscreva e, já agora, leve alguém com quem pôr o cérebro a uso.

Foto: DR
À descoberta do cérebro | © DR
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