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Gripe

Ana Jorge: «Vírus da gripe gosta muito do frio»

08 | 01 | 2009   16.07H

"Estamos agora num período de temperaturas ainda mais baixas [do que no Natal]. O vírus da gripe gosta muito do frio", declarou Ana Jorge no do Conselho de Ministros.

Perante a actual vaga de frio, a ministra da Saúde recomendou às pessoas para que se "protejam" e tenham "cuidado com as mudanças bruscas de temperatura".

"O ar frio que entra pelas fossas nasais é um dos fenómenos que permite ao vírus desenvolver-se. As medidas de protecção do frio são essenciais", salientou a titular da pasta da Saúde.

No entanto, na conferência de imprensa, a ministra da Saúde pretendeu também deixar uma mensagem no sentido de que se evitem atitudes de alarmismo em relação a sintomas de gripe, apontando que, no período do Natal, "houve uma procura exagerada dos serviços de urgência".

"A Direcção Geral de Saúde divulgou aquilo que devia ser feito a partir dos primeiros sintomas de gripe, como febre, dores no corpo, nariz entupido, ou outros sinais de constipação. Através do telefone "Linha de Saúde 24" podem ser dadas indicações em função da sintomatologia de cada cidadão que se encontre doente", afirmou Ana Jorge.

De acordo com a ministra, pelo mesmo telefone, o doente pode receber aconselhamento se, perante a sintomatologia, "é mais adequado ficar em casa ou dirigir-se a um centro de saúde da área".

"Não se deve correr para um serviço de urgência. O Ministério da Saúde divulgou amplamente quais os horários de funcionamento para as consultas não programadas. Em alternativa, há também sempre a possibilidade de recurso do cidadão ao seu médico assistente", frisou a ministra da saúde.

Ana Jorge, médica de profissão, referiu depois que casos de gripe simples o doente "deve ficar em casa e tratar-se com antipiréticos, bebendo muitos líquidos e esperando que tudo passe".

"A gripe simples é uma doença auto-limitada sem qualquer complicação em geral. Se existirem complicações resultantes dessa gripe - situações que são mais raras - as orientações também serão dadas pela "Linha de Saúde 24", que indicará qual o serviço que o doente deverá recorrer, em vez de ir de imediato para a rua à procura de um serviço de saúde", frisou Ana Jorge.

Neste contexto, Ana Jorge referiu que "locais em que há muita gente, que são mal ventilados, são mais propensos à propagação dos vírus".

"As salas de espera muito cheias de serviços de saúde podem ser um meio muito propício para a propagação de doenças virais", advertiu.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Corram apenas às urgências aos 3ºs sintomas, ou aos quartos pronto, ou às clinicas privadas que a senhora ministra, porque o dinheiro não é dela, paga. O que nos vale é que faltam poucos meses para nos vermos livres desta gentinha, tenham coragem, agora é uma questão de meses. Com o Carnaval, a Páscoa e o S. João pelo meio sempre os vamos aguentando. Depois é aquele chuto no trazeiro e ala para NUNCA mais. Xô, fora, arre, dá de frosques, vai-te embora ó melga, vai de rectro satanás.
    AMCG | 08.01.2009 | 17.00Hdenunciar comentário
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