Teste

Opel aposta em GPL com Meriva e companhia, a aproveitar legislação

13 | 05 | 2014   21.42H

Acabou a descriminação ao GPL graças à nova legislação. Testámos o novo Meriva FlexFuel 1.4 Turbo para ver os trunfos da tecnologia, com a segurança vinda de fábrica.

João Tomé | jtome@destak.pt

O mundo dos carros a GPL está finalmente livre de constrangimentos e descriminação. Por um lado são cada vez mais opções de veículos vindos de fábrica com o sistema GPL – que permite utilizar num mesmo motor Gás de Petróleo Liquefeito e gasolina;

Por outro desde agosto de 2013 que a nova legislação para este tipo de veículos – comprovadamente tão seguros como os apenas movidos a gasolina – permite estacionar em parques subterrâneos (o que era proibido) e deixa de ser obrigatório o uso do enorme dístico azul na parte de trás do carro – é substituído por um pequeno selo verde, ao lado do da inspecção ao veículo.

A Opel está a apostar seriamente no GPL, até pelo facto da Chevrolet (que já tinha uma gama completa) ir sair da Europa, incluindo dez versões a GPL espalhadas por seis modelos, do Corsa passando pelo SUV Mokka até ao Insignia.

Pusémos à prova o sistema a que a Opel dá o nome de FlexFuel, no monovolume compacto Meriva, com as suas portas ao estilo carruagem real – úteis para quem tem crianças. O mais impressionante é o facto de não sentirmos qualquer diferença nas respostas e na experiência de condução, quer circulemos a gasolina ou a GPL – embora o modo a GPL seja ligeiramente mais lento.

É possível ter o modo GPL por defeito, para o ligar ou desligar basta carregar num botão e esperar uns segundos. O mesmo ponteiro do nível de combustível retrata o que resta nos dois tanques, consoante estejamos a circular com um ou outro. O depósito a GPL é mais pequeno (34 litros contra 54 do de gasolina) e não ocupa espaço de bagageira – fica no lugar da roda sobressalente, ao contrário dos antigos ‘tanques’ nas conversões feitas nas oficinas que ocupavam boa parte da mala. 

O consumo a GPL é mais elevado no motor 1.4 Turbo de 120 cv, tem médias anunciadas de 7,4 l/100km, contra os 5,9 a gasolina. Fizemos mais de 300 quilómetros a GPL sem precisar de recorrer à gasolina – no total a autonomia supera os 1000 quilómetros. O preço base é de €20.390, mais 600 euros do que a versão sem GPL, o que é bem razoável.

Em média é possível poupar em combustível até 40%, já que o GPL ronda os €0,85 o litro e a gasolina ronda €1,60. Quem gaste €1000 num ano, pode poupar até €400. 

Meio ambiente menos afectado
Outra das vantagem preciosas do GPL é poluir menos o ambiente, ser menos intrusivo para o ser humano e para os motores: o facto de ter menos partículas deixa menos detritos nos motores e permite que eles tenham maior longevidade. 

Apesar de consumir um pouco mais do que usando apenas a gasolina, a diferença do preço do litro é tão grande que os ganhos serão sempre consideráveis e os 600 euros que se pagam a mais vão ter retorno passado pouco tempo.

Fiat também aposta no GPL
Também a apostar no GPL está o grupo Fiat, com seis modelos Bi-Fuel, do Fiat 500 ao Alfa Romeo Giulietta passando pelo Lancia Delta.

Saiba mais sobre:
Foto: DR
Opel aposta em GPL com Meriva e companhia, a aproveitar legislação | © DR

3 comentários

  • Lá isso é verdade........!!!
    LUSITANSO | 14.05.2014 | 06.58Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Quem não gosta nem nunca gostou é a Galp porque o GPL foi e continua a ser um concorrente sério ao chorudo negócio da gasolina e do gasóleo!
    Manuel Peñascoso | 14.05.2014 | 00.24Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Os indianos já estão a negociar com Passos Coelho a venda de carros de corda e a pedais!
    Manuel Peñascoso | 14.05.2014 | 00.21Hver comentário denunciado
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