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Guiné Equatorial

"Ditadura familiar" que se quer perpetuar, acusam opositores

22 | 07 | 2014   07.01H

A Guiné Equatorial, que está em processo de adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), está longe de ser uma democracia, acusam opositores internos e exilados, que reclamam um diálogo por parte do governo liderado por Teodoro Obiang.

"Vivemos num país em que existe uma ditadura familiar" que "faz o que for preciso para se manter no poder", diz Mocache Massoko, diretor do Diário Rombe, um jornal de exilados em Espanha, que duvida que Obiang cumpra qualquer uma das promessas feitas para garantir a entrada na CPLP, seja suspender a pena de morte em definitivo ou fomentar o ensino do português.

Samuel Mba Mombe saiu da Guiné Equatorial para estudar medicina em 1975 e desde os anos 1980 que não volta ao país. Agora vive nos Camarões à espera que o regime caia. "Tenho sempre a mala pronta e quero morrer no meu país", diz o médico, que aponta o petróleo como uma das razões para a manutenção do regime.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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