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Economia

Endividamento vai aumentar com o consumo acima das possibilidades

12 | 07 | 2007   08.00H

Segundo Vitor Constâncio, o aumento do IVA, o agravamento de outros impostos indirectos e o encarecimento internacional das matérias-primas não energéticas fez com que os preços subissem, o que diminuiu o rendimento disponível das famílias.

Tendência que se deverá inverter já este ano. Ainda assim, o dinheiro a mais que os portugueses vão ter (0,9%) não cobre a subida das despesas (1,4%), pelo que o endividamento vai aumentar.

Só em 2008 o rendimento disponível (1,8%) será superior aos gastos (1,4%). Variação que vai permitir estimular o consumo e não as poupanças, que deverão continuar a baixar um ponto percentual este ano e em 2008.

Impostos não descem até 2009

Apesar de atingir já 124% do rendimento disponível, o endividamento dos portugueses não preocupa Vitor Constâncio, pois continua a ser controlado pelos bancos e é suportado pela situação patrimonial das famílias, que atinge cerca de 500% das receitas dos agregados.

Os alertas do BdP vão antes para a necessidade de prosseguir com o ajustamento orçamental, de forma a cumprir o objectivo de equilibrar as contas públicas em 2010. Por isso mesmo, o governador do BdP considera «difícil» uma descida dos impostos antes de 2009.

Para este ano, a instituição espera um crescimento do PIB de 1,8% e de 2,2% para 2008. Percentagens que ficam abaixo das previstas para a zona euro (2,6% e 2,5%), mas que agradam ao Governo.

João Moniz | jmoniz@destak.pt

1 comentário

  • Mais do mesmo.
    Nada de novo a não ser o nome do homem.
    Penso tratar-se de uma gralha (repetida) já que o nome do presidente do Banco de Portugal é Vitor Constãncio
    NMS | 12.07.2007 | 11.07H
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