Teste

Testámos o BMW 218d, um felino à antiga para português 'devorar'

30 | 10 | 2014   13.35H

Testámos o novo BMW Série 2 (que substitui o antigo Série 1 Coupé) e falamos na evolução da marca que, apesar de ser Premim (de luxo) é a quarta mais vendida em Portugal este ano. Alemãs BMW, Mercedes e Audi representam um quinto das vendas nacionais.

João Tomé | jtome@destak.pt

Desde que a BMW decidiu abandonar os nomes Série 1 Coupé (por Série 2) e Série 3 Coupé (por Série 4) que cresceram o número de modelos da marca bávara.

Em Portugal a BMW, apesar de ser marca chamada Premium (com preços elevados e algum luxo) está a dar-se muito bem no mercado nacional, incluindo este ano (ver informação no final).

O 218d que testámos é um desses modelos com nova sigla. Mas a mudança de sigla, apesar de se continuar a utilizar o chassis do Série 1, traz também uma boa notícia: o novo coupé melhorou face ao antecessor Série 1 Coupé e faz lembrar os BMW dos anos 80.

Com a renovação de nome e do próprio modelo, o Série 2 é mais ágil, comprido e arriscamos a dizer divertido do que o Série 1 Coupé. Numa palavra, conduzi-lo é uma delícia.

O chassis é notável e sentimos uma confiança quase sem limites ao volante. Mesmo neste motor diesel, 2.0 de 143 CV - que não é dos mais potentes da marca -, é possível aproveitar a direção imediata e repleta de (boas) sensações da estrada, a agilidade notável (do melhor que já vimos num BMW) e a rapidez: faz dos 0-100 km/h em 8,9 segundos.

Nos consumos conseguimos registar sem esforço 5,0 l/100 km (as vantagens do excelente motor diesel) num percurso misto e, com mais cuidados ecológicos não é difícil chegar aos 4l/100 km (um registo notável num automóvel com estas características).

Numa palavra, diriamos que a transformação do Série 1 Coupé no Série 1 foi soberba. No aspecto há um design mais agressivo e a fazer lembrar tempos antigos da marca bávara e na condução o chassis, volante e capacidade de tirar o máximo do motor melhorou.

O preço é que continua ao mesmo nível, elevado. Custa desde €38.100 - o que não é bem realista já que qualquer extra vai elevar o preço.

Kit M eleva preço
A versão que conduzimos vinha com o apetecível kit M (que custa €2.134): traz suspensão adaptativa (e os há habituais modos de condução Confort, Eco Pro, Sport e Sport+), bancos, manete de velocidades e volante (em pele e de três ‘braços’) desportivos.

Apesar da suspensão desportiva o conforto é de bom nível e mesmo o espaço para os ocupantes de trás também é razoável.

Os extras todos da versão que conduzimos, alguns do lado de fora, atiram o preço para os 52 mil euros. Apesar do preço muito elevado, a beleza (por mais subjetiva que seja) deste coupé de três portas é evidente.

Trio alemão em alta em Portugal
Depois de ter sido líder de vendas no País no mês de janeiro, a BMW, até setembro foi a quarta marca mais vendida no País, à frente das rivais Mercedes e Audi.

Curiosamente, de acordo com dados da Associação Automóvel de Portugal, as três marcas alemãs Premium, apesar dos modelos com maior luxo e preços mais elevados, representam neste momento um quinto das vendas nacionais - houve um aumento da importância em 2014.

Esse facto demonstra que, apesar da crise, os portugueses são apreciadores e compradores da engenharia automóvel alemã.

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Foto: DR
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