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Ao volante do Mégane RS: Rebelde e Sonoro

04 | 11 | 2014   19.13H

O Mégane RS é um dos melhores desportivos do segmento dos pequenos ‘rebeldes’ da estrada, tem 265 cv muito bem aproveitados, mais estilo e até start/stop e traz emoções à flor... do volante. Fomos conduzi-lo!

João Tomé | jtome@destak.pt

Um carro desportivo é concebido para quem gosta de emoções fortes e de sentir o máximo da estrada no volante. O Mégane RS com 265 cv e todo alterado para proporcionar mais emoções é um dos melhores desportivos a preços ‘terrenos’. Esta segunda geração do RS melhorou no estilo e no equipamento.

Mas os bancos Recaro que vêem incluídos não são fáceis para entrar mas são bons para nos manter bem fixos nas curvas mais apertadas.

A caixa é precisa e a direção bem direta (o volante podia ser mais desportivo) e com muitas sensações da estrada. A suspensão desportiva e as jantes de 19” não convidam ao conforto mas são os ingredientes certos para tornar o RS emocionante e... rebelde.

Com o estilo chegou também o start/stop, o que pode parecer descabido num desportivo mas permite poupar 3l/100 km no consumo.

O opcional RS Monitor (uma opção para o ecrã multimédia) indica-nos o nível de potência que estamos a usar naquele preciso momento e a percentagem de derrapagem do carro, um ‘bombom’ óptimo para experimentar num track day (dia de circuito aberto) e que podemos ir registando no computador se o desejarmos.

A experiência de condução dificilmente podia ser melhor (talvez se fosse com tração traseira e não dianteira), o RS é o mais rebelde e sonoro do segmento. ‘Devora’ as curvas e ‘adora’ as trajetórias mais bruscas, sempre ao som do motor Turbo a gasolina 2.0 com 265 cv (que corresponde bem às rotações mais elevadas – e sonoras).

O facto de ser leve (só 1380 kg) permite atingir os 100 km/h em apenas 6 segundos e os arranques são brutais. O que é excelente para o condutor mas pode ser desagradável para o passageiro do lado – vulgo lugar do morto.

Apesar deste RS 'normal' ser emocionante, a versão com o chassis Trophy é ainda melhor, colocando o Mégane RS muito próximo de um carro de corrida. Nos menos interessantes consumos, a média mais comum que fizemos foi sempre acima dos 9l/100 km mas a Renault indica que é possível fazer 7l/100km.

Tem um botão que aumenta a sensibilidade de acelerador e desliga o ESP. Neste modo é fácil fazer deslizar a traseira numa derrapagem e, ainda assim, manter o controlo do Mégane RS.

O preço base é de 37.500 euros mas com os várias extras da versão que conduzimos sobre para os 41 mil. Um preço elevado mas que traz com ele muitas emoções à flor do volante.

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Foto: JT
Ao volante do Mégane RS: Rebelde e Sonoro | © JT
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