Metropolitano de Lisboa

Sindicatos apelam a trabalhadores que não façam greve

12 | 11 | 2014   17.17H

Os sindicatos de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa apelaram aos funcionários do metro para se apresentarem ao trabalho, de forma a não pôr em causa a segurança dos utentes,

Num comunicado divulgado na tarde desta quarta-feira, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) alega que os serviços mínimos decretados para a paralisação de 24 horas iriam por em causa a segurança dos utentes.

Esta seria a sétima greve este ano e a primeira que teria serviços mínimos. Anteriormente, o Metro de Lisboa anunciara que as estações iriam encerrar esta quarta-feira às 23.15 e não às 01.00, como é habitual, e que, amanhã os comboios circulariam com intervalos superiores a 20 minutos entre as 07.00 e as 23.00.

Veja o comunicado, na íntegra, em baixo:

«Contrariamente à esmagadora maioria dos acórdãos do tribunal arbitral sobre greves no Metropolitano de Lisboa, fomos agora confrontados com uma decisão, sem qualquer fundamento técnico ou legal, que justifique a fixação de serviços mínimos, já que os mesmos apenas visam colocar, sem segurança para os utentes, comboios a circular, sem se fundamentar quais as necessidades sociais impreteríveis que visam assegurar.

Perante esta decisão e na avaliação da defesa do direito à greve e da defesa do direito à segurança dos utentes que utilizam este modo de transporte, às organizações de trabalhadores coloca-se duas opções:

Ou apelar aos utentes para a não utilização do metro no dia de greve;

Ou apelar aos trabalhadores, que numa atitude responsável, não contribuam para situações que podem causar a insegurança de quem precisa do metropolitano para viajar.

Estamos perante uma situação em que se pretende transportar o mesmo número de pessoas diárias, com apenas ¼ das circulações de um dia normal e, isto certamente, originaria comboios superlotados e intervalos maiores entre circulações nas estações, com mais tempo de espera e com cais congestionados.

 Assim, as organizações sindicais, apelam aos trabalhadores, para que, amanhã, não utilizem o pré-aviso de greve e se apresentem aos serviço, nas mesmas condições de um dia normal de trabalho. Não seremos cúmplices da irresponsabilidade de quem decide, sem conhecer sobre o que decide e sobre as consequências que a decisão origina.

Neste pressuposto, qualquer anormalidade na circulação do Metropolitano de Lisboa, deve-se à administração e à sua incapacidade de resolver os conflitos laborais que cria.»

Destak | destak@destak.pt
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