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Especialista

Ecstasy «não é mais perigoso que andar a cavalo»

08 | 02 | 2009   17.26H

Em declarações ao Journal Of Psychopharmacology, o presidente do Advisory Council On The Misuse Of Drugs (ACMD) espera que o Estado aja em conformidade com os dados estatísticos conhecidos.

«Os prejuízos causadas pelas drogas podem ser idênticos aos sofridos noutras partes da vida. Não há grande diferença entre andar a cavalo e consumir ecstasy. Estes dados levantam questões críticas, como o caso de a sociedade tolerar – inclusive encorajar – certas formas de comportamento potencialmente prejudiciais [ao corpo humano], não o fazendo com o uso de drogas», escreve David Nutt, citado pelo portal da BBC News, lembrando um estudo efectuado em 2008 onde se prova que o ecstasy é menos perigoso do que outras drogas de Classe A como a heroína e a cocaína.

As declarações do dirigente estão, porém, longe de gerar consenso no seio da equipa que lidera. Um porta-voz da AMCD apressou-se a separar as águas.

«O recente artigo do Professor David Nutt, publicado no Journal of Psychopharmacology, foi redigido na base do seu trabalho académico, e não como presidente do ACMD», disse, citado pela BBC News.

Rui Alexandre Coelho | rcoelho@destak.pt
Foto: 123RF
123RF | © 123RF

1 comentário

  • Bem, a quem tem lucros com o negócio do Ecstasy, naturalmente, que lhe custará aceitar uma perda abrupta com o respectivo negócio deste alucinogénio. Claro que é um ponto de vista, mas, alguém pode garantir que o Álcool não dá dependência?...
    fedencio | 08.02.2009 | 17.39Hver comentário denunciado
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