Ao volante

Novo Twingo, um recomeço ‘smart’

17 | 12 | 2014   18.28H

Testámos o novo e original Renault Twingo, que resulta de uma parceria com a Smart.

João Tomé | jtome@destak.pt

Passaram 22 anos desde a estreia do primeiro, original e versátil Renault Twingo, em 1992. A segunda geração de 2007 não tinha a originalidade do primeiro e agora, em 2014, surgiu a terceira geração que volta a trazer um conceito diferente.

O novo Twingo resulta de uma parceria entre a Renault e a smart. A plataforma do novo smart fortwo serve os novos forfour e Twingo. A maior novidade? O motor (e tração) atrás, por baixo da bagageira razoável de 219 litros (melhor do que o rival Fiat 500).

A opção permite aumentar a distância entre eixos e ganhar na habitabilidade interior do Twingo (pela 1ª vez com cinco portas).

A forma como o motor está colocado e a distância entre eixos permite que o Twingo tenha um centro de gravidade mais baixo e uma melhor distribuição do peso. Ou seja, dá uma sensação de condução diferente do típico citadino. Faz lembrar o smart fortwo, para o bem e para o mal.

O interior é razoável e a posição de condução alta, permitindo ver bem a estrada. Mas o que mais nos surpreendeu neste teste foi a brecagem (a melhor do segmento): é muito fácil sairmos de um estacionamento apertado ou fazer inversão de marcha.

Neste veículo estreito e alto a tração traseira permite uma condução um pouco mais brusca mas previsível – podia ser mais divertido. O Twingo com caixa de cinco velocidades foi feito para a cidade e na auto-estrada sofre um pouco com os ventos laterais.

O motor de três cilindros 1.0 a gasolina de 70 cv tem força que chegue mas é um pouco sonoro. Outra novidade é um sistema que permite usar o ecrã do smartphone como ecrã multimédia do Twingo.

Com este motor custa €11 950 e €14 450 com o de 90 cv. Twingo é um forte concorrente para o Volkswagen Up (que tem uma bagageira maior).

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Foto: João Tomé
Novo Twingo, um recomeço ‘smart’ | © João Tomé
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