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Caixões e dentaduras nos perdidos e achados

11 | 02 | 2009   17.33H

Em entrevista à Agência Lusa, o chefe da Secção de Perdidos e Achados do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, Sérgio Araújo, explicou que dos objectos encontrados na cidade "o que predomina são os documentos, chapéus de chuva, mochilas, peças de roupa e óculos".

Marmitas, brinquedos, malas de senhora, carrinhos de transporte de bagagem, malas de viagem, muletas e chaves são outros tipos de objectos que mais se perdem ou se encontram, segundo Sérgio Araújo.

E, apesar de alguns objectos "mais estranhos" serem frequentemente encontrados, o agente considerou que "já nada é insólito".

"Apareceram em tempos caixões que caíram de uma camioneta, tudo vem parar aqui, aparecem também grandes quantias de dinheiro, objectos pornográficos, revistas e artefactos", exemplificou.

Para "aliviar o armazém", a PSP organiza leilões, anunciados nos jornais e locais públicos, e que "têm sempre uma grande afluência", afirmou aquele responsável.

"Os objectos só podem estar aqui um ano, findo esse ano vão para leilão. Os que tiverem valor venal são vendidos por lotes, sem qualquer garantia e a baixo preço. Os restantes são destruídos", adiantou.

"Estas instalações estão-se a tornar exíguas e o Comando está a ver se encontra um espaço maior porque temos por ano cerca de 20 mil objectos, por dia cerca de 40 a 50 artigos", afirmou também à Lusa.

Sérgio Araújo, que trabalha há 18 anos na Secção de Perdidos e Achados de Lisboa, referiu que o número de artigos de cidadãos estrangeiros tem vindo a aumentar nos últimos anos, sublinhando que nessas situações os objectos são enviados para as respectivas embaixadas ou consulados, que por sua vez os entregam aos cidadãos dos respectivos países.

"De há uns anos para cá aparece muita coisa de cidadãos estrangeiros. Quando eu vim para cá recebíamos meia dúzia de artigos de cidadãos estrangeiros, hoje recebemos diariamente muito mais do que antigamente num mês", disse.

Quanto ao processo de recolha e entrega de artigos perdidos e achados na cidade de Lisboa, o chefe da Secção explicou que "os objectos são entregues nos comandos e depois enviados para aqui, quer por cidadãos que os encontram na rua, quer pelas empresas que actualmente fazem também esta recolha, como transportes públicos ou grandes superfícies comerciais, entre outras".

"Uma vez recebidos, os artigos que têm identificação são registados na página da Internet e quando temos possibilidade avisamos os proprietários e aguardamos que sejam levantados aqui no nosso serviço", adiantou.

Sistema Integrado de Informação Sobre Perdidos e Achados (SIISPA) é o nome do programa criado pelo Ministério da Administração Interna, o qual está disponível na Internet e é já utilizado pela GNR e PSP de todo o país desde Janeiro de 2008.

Segundo o chefe Araújo, "o Governo está de parabéns. O serviço é muito bom e muito útil, porque até aqui a pessoa perdia a carteira em Lisboa e procurava só em Lisboa, se a carteira aparecia depois no Algarve, no Porto ou noutro lado perdia o fio à meada".

Actualmente, sublinhou, "sempre que uma pessoa procura aqui ou numa esquadra nós sabemos-lhe dizer imediatamente se apareceu ou não e onde é que está".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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