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Novas estações obrigam a desperdício energético

11 | 02 | 2009   18.58H

"Os custos de exploração são muito pesados", disse Joaquim reis, explicando que a empresa terá em causa esta situação nas futuras estações do metropolitano.

O responsável falava perante os deputados no grupo de trabalho do sector automóvel no âmbito da Comissão Parlamentar de Economia.

Joaquim Reis adiantou que estes custos de exploração se devem sobretudo ao uso de meios mecânicos e à iluminação, dando como exemplo as estações do Terreiro do Paço e das Olaias e apontando a Linha Verde (Campo Grande/Cais do Sodré) como a "mais económica" a este nível.

"Não estamos a falar em decoração, mas em arquitectura. Cada estação tem um arquitecto e cada arquitecto quer a sua iluminação. Temos 178 tipos de lâmpadas diferentes em utilização", exemplificou.

Questionado pela deputada do PS, Rita Miguel, sobre a possibilidade de criação de um bilhete único horário, com o qual durante uma hora se poderia usar todos os operadores aderentes, o responsável respondeu que tal medida teria "um impacto muito importante em empresas que já de si são sub-financiadas".

"Isto tem a ver com o modelo de financiamento que cada cidade tem para o seu sistema de transportes", disse, dando o exemplo de Barcelona, onde o município cobre a diferença dos ganhos das empresas com a aplicação deste tipo de bilhete.

Quanto aos projectos de expansão da rede, Joaquim Reis afirmou que o futuro passará por estender a cobertura para a zona oriental e ocidental da cidade de Lisboa, sem sair da coroa do concelho.

"Não estamos a pensar em sair de Lisboa, neste momento", afirmou.

Sublinhou ainda que para atravessar para a zona ocidental da cidade o metro terá que "vencer o caneiro de Alcântara", afirmando: "Não gostaria que o Metro tivesse outro problema como o do Terreiro do Paço. Com estes solos e o lençol freático já se sabe que tudo pode acontecer", afirmou.

O responsável adiantou ainda que o metro tem em estudo a aquisição de um terreno (se não for cedido pela Câmara de Odivelas) junto ao Senhor Roubado para a construção de um parque de estacionamento, "como medida para desincentivar as pessoas de trazerem transporte individual e promover o uso do transporte público".

Estão igualmente a ser estudadas parcerias com empresas que explorem outros parques de estacionamento para tarifários especiais para os utentes do metro.

Joaquim Reis disse igualmente que está a ser analisada a hipótese de utilização de um outro espaço, junto a Sete Rios, para construção de um parque de estacionamento.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: 430
430 | © 430

1 comentário

  • Para quando a ligação do aeroporto à cidade?
    Falou-se nisso, mas depois ficou tudo calado.
    Rosa Luxemburgo | 12.02.2009 | 11.07Hver comentário denunciado
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