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Futebol

Crónica Inter-Manchester via Milão

25 | 02 | 2009   08.30H

San Siro é como o antigo Estádio da Luz, só que maior e mais imponente. Os italianos chamam-lhe La Scala (mítica sala de ópera) do calcio, e com razão. Não faltam cânticos tão inspiradores como a ópera, a acústica é impressionante e ideal para um estádio lotado para uma grande festa do futebol.

Os saltos das claques fazem os vários anéis tremerem, proporcionando um "terramoto" de emoções. Palavras não chegam para descrever o coro épico e estrondoso de 80 mil gargantas que não param desde o início do hino da Champions até ao apito final. Nervosismo. Adrelina. Ritmo cardíaco elevado não faltam nas reacções explosivas dos tiffosi a cada jogada. O frio de um grau é esquecido e o corpo aquece com o calor humano.

No terreno de jogo, Mourinho colocou os dois centrais mais altos disponíveis (Chivu e Rivas), continuando no habitual 4x4x2. Ferguson mudou e também apresentou um 4x4x2. O United foi o grande protagonista da primeira parte - Ronaldo esteve perto de marcar. O Inter demorou a ganhar tranquilidade na defesa e respondeu com seis remates pouco perigosos. O primeiro tempo terminou com o estádio em exaltação completa, quando o árbitro deu amarelo ao suplente Toldo por protestos.

A segunda parte começou com uma correcção de Mou-rinho, ao substituir o trapalhão Rivas, pelo rápido e mais baixo Córdoba. E o Inter renasceu. Adriano esteve perto do golo por duas vezes e os nerazzurri reclamaram penálti. O perigo também rondou a baliza do Inter em jogadas de Ronaldo e Giggs. Impacientes com as demoras do United, os tiffosi milaneses foram para casa com a mesma esperança que os 4 mil ingleses, tal como Mourinho previu.

João Tomé, em Milão

João Tomé | jtome@destak.pt
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